terça-feira, 10 de junho de 2008

Casimiro Rodrigues

Era o meu avô...
Mais um Casimiro, nome de meu pai, meu tio e mais, e mais...
Pessoa que eu muito admirava e com quem muito gostava de brincar com as palavras. Era muito inteligente, tinha umas mãos que criavam milagres... na terra, na escrita (tinha uma caligrafia linda)ou num simples aceno. A sua partida levou-me a um pouco de desinteresse por me deslocar à sua aldeia, Carvalhal-Miúdo. E não era assim...
Na juventude, estávamos sempre desejosos que chegásse o tempo das férias grandes, para, uma vez mais, com os nossos pais passármos por lá o "mesito" de "vacances". E então era corrermos por aqueles campos, furtarmos um cachito de uvas, uma ameixa ou umas cerejitas, conforme a época do ano em que as férias ocorressem. Gostava de ír guardar as ovelhas com o meu avô, mas ele não gostava muito... começáva a correr atrás delas e espantava-as, lá tinha ele de as ír juntar, novamente: - Anda cá Quita, anda cá... vem para aqui, ai estupor, desgraçada, olha que levas. Já viste o que é que fizéste!...
Hoje lembro tudo isto com saudade e nostalgia, e recordo, também, uma infinidade de nomes de locais da redondeza onde os meus avós (minha avó Olinda Martins), íam amanhar os campos, regar as couves ou tratar de outro assunto relativo à faina agrícola, quase diariamente: - Quintal, Ramalhuda, Cabeço, Vale da Fonte, Celada da Corte, Mioteira, Porto de Bóis, Roubal, Courela das Loisas, etc...

Avô (e Avó), não vos queria deixar de estar presentes na minha iniciativa. Vocês, agora, estão na"net"!...
Até sempre! Adoro-vos!!!

foto de António Martins (avó Olinda e avô Casimiro, Góis, anos 90)

2 comentários:

Anónimo disse...

Foi uma grande homenagem que fizeste aos Avós. Onde estiverem no céu bem pertinho de Deus eles vão de certeza sentir-se muito felizes.
Bjs

M Barata disse...

Sabe... uma vez o meu rebanho fugiu... e lá foram comer as couves do "ti" Casimiro... Ai que raspanete!!!