quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Lançamento do meu segundo livro de poesia "Quase do Feminino"

Pois é...

No próximo dia 28 de Novembro, pelas 16:00, ocorrerá no Auditório do Campo Grande, 56, em Lisboa, o lançamento do meu segundo livro de poesia, sob a chancela da Temas Originais. Este lançamento terá a particularidade de ser feito em simultâneo com idêntico passo do livro de contos, de uma autora amiga que admiro pela sua escrita, "Traços do Destino", de Vera Sousa Silva.

O livro da Vera será apresentado por outro grande poeta, Carlos Teixeira Luís, um autor de grande sensibilidade, que tenho, igualmente, por amigo. Quanto ao prefácio da sua obra é escrito por um grande poeta e, também, bom amigo, Vítor Cintra.

O meu livro que conta com um prefácio escrito por Sónia Salvador, uma jovem jornalista que domina as palavras a preceito, o que fará elevar a obra a um outro patamar, terá a sua apresentação a cargo de uma outra jovem de grandes qualidades, tendo em conta a sua ávida preseverança de vida, na perspectiva de alcançar seus sonhos, Catarina Boavida.

Se puder, apareça!

Poderá usufruir de uma bela tarde na companhia das nossas palavras e das nossas pessoas.

Obrigado.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Gonçalo Lobo Pinheiro recebe o 2º Prémio de Fotojornalismo Liberty Seguros 2009

Com a foto que se segue, Gonçalo Lobo Pinheiro obteve o 2º lugar (2º Prémio) no Concurso de Fotojornalismo Liberty Seguros 2009, na categoria Melhor Momento Liberty, que decorreu, simultaneamente, com a 71ª. Volta a Portugal em Bicicleta, realizada em Agosto passado.

Mais um motivo de orgulho depois de, há dois anos atrás, ter conseguido o 1º Prémio na mesma categoria.

Muitos parabéns!!!


foto de Gonçalo Lobo Pinheiro (Nuno Ribeiro, na sua chegada à Torre, durante a 71ª. Volta a Portugal em Bicicleta, Agosto de 2009)

Uma das primeiras fotos tiradas pelo Gonçalo Lobo Pinheiro...

Em tempo de férias em Carvalhal-Miúdo, já lá vão alguns anos, após uma refeição (pelo que se observa, deverá ter sido um almoço) todos olharam para o boneco e ficaram como abaixo se pode observar. Foi uma das primeiras fotos tiradas pelo meu filho, que hoje "dispara" a torto e a direito, pela sua profissão de fotojornalista.
Os meus avós, na altura ainda vivos, também ficaram registados...


foto de Gonçalo Lobo Pinheiro (na casa de seus bisavós, em Carvalhal-Miúdo...)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Casamento de Luís Martins e Anabela Martins

Foi uma união entre descendentes de Ladeiras e Esporão que ocorreu a 30 de Março de 1986. Já lá vão uns aninhos.
Os meus pais apadrinharam a noiva neste seu passo (foto abaixo)...


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A candidatura de um amigo...


Porque se trata de um amigo (sempre presente), porque esta situação se enquadra no espírito regionalista e porque alude a uma localidade inserida no espaço beirão (Pomares).

Porque para além de tudo isso, existe uma admiração pessoal por mim nutrida pela pessoa de António Manuel Silva, passo a publicar o texto que se segue, originário do blogue "O Rouxinol de Pomares".
As maiores felicidades para o seu projecto, amigo António...

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PORQUE ME CANDIDATO?



Decidi candidatar-me porque gosto da minha terra e tenho disponibilidade de tempo para ajudar a melhorar a qualidade de vida dos meus conterrâneos.

É para mim uma honra corresponder ao apelo do Partido Socialista (não sou militante do PS) e protagonizar um processo eleitoral para conquistar a J. F. de Pomares.
Não numa perspectiva de mudar por mudar a cor do poder, mas na perspectiva de trilhar um verdadeiro caminho de mudança à luz dos melhores conhecimentos de gestão para a freguesia e duma nova geração de políticas para Pomares.

Decidi candidatar-me porque sinto que estou preparado para assumir este desafio. Sei que posso fazer mais e melhor pela freguesia com a equipa que lidero e que também está interessada em dar o melhor pela sua terra e são o garante de um trabalho responsável por Pomares. Sei que é com uma nova visão, com uma outra cultura que podemos crescer e vamos trabalhar para minorar a situação periférica de Pomares em relação a Arganil.

Não me apresento às próximas eleições de 11 de Outubro como adversário de alguém, mas tão só como uma possibilidade de escolha e alternativa, com ideias, projectos e sobretudo atento a tudo o que possa ser do interesse da freguesia de Pomares.

Todos sabem que não tenho interesses económicos em Pomares, apenas tenho o interesse de servir a minha terra e a freguesia.

Quem me conhece ou comigo partilhou momentos do meu trajecto social ou profissional, quem conhece, o meu percurso de vida e o meu percurso profissional, ou mais recentemente a actividade que tenho com o meu blogue “O Rouxinol de Pomares”, entenderá facilmente a razão da minha dedicação à freguesia de Pomares.

A mudança tem um nome: António Manuel Silva



segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Caminho de Carvalhal-Miúdo para as Ladeiras

Enamorado, também, de outras palavras (as da poesia), que me vão inspirando encantos e desencantos, e envolto no desiderato que vai culminando com o letal destino, deveras sofrido, da perda lenta e agreste de mais um grande amigo, tenho deixado um pouco ao abandono este precioso local, pelo qual tenho muito enlevo...
Hoje vou escrever sobre o caminho que nos levava do Carvalhal-Miúdo às Ladeiras e vice-versa. Era habitual após o almoço os homens irem até às Ladeiras passar a tarde na taberna do meu avô, onde por ela fora se bebiam uns copitos e se comiam uns petiscos, com as rodadas que se íam pagando, cada um de sua vez. Também se juntavam a jogar à sueca e depois a equipa que perdia pagava a sua rodada.
Aos sábados e domingos o meu avô de Carvalhal-Miúdo também nos acompanhava, pois descansava da sua faina quotidiana nos campos e dos cuidados a ter com o gado. No regresso à noitinha dava-lhes um fardo de palha que distribuia, em pontos estratégicos, pelo curral. Nestes dias as mulheres também vinham até à venda.
Partindo de Carvalhal-Miúdo subia-se à Ramalhuda e aí se tomava o caminho pelo meio da vegetação, passando pelos castanheiros, pelo Robal até aos Lameiros e daí se subia para a taberna, onde outras pessoas já por lá se encontravam. Depois, ao escurecer sucedia o regresso, muitas vezes com muita risada por companhia. Pudera, depois de uma tarde a beber do tinto.
Era o habitual encontro de fim-de-semana...



foto de António Martins (Casimiro Rodrigues (meu avô) segue à frente, de seguida vem Casimiro Rodrigues Martins (meu pai) e atrás o sr. Abel das Neves, início dos anos setenta)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Festas das Ladeiras de Góis, de há 35 anos

As fotos abaixo referem-se às festas das Ladeiras, que ocorreram há trinta e cinco anos. Foi neste evento que aconteceu a apresentação do tradicional hino da aldeia, da autoria da D. Graciette Barata (letra). Eu tinha dezoito anos e estive presente. Recordo a presença de muita gente nessa ocasião. Saiu uma excursão de Lisboa (onde eu me incluí, com os meus pais e irmã), em autocarro de cinquenta e tal lugares (cheio), muitas pessoas deslocaram-se nos seus carros e a D. Graciette fez-se acompanhar das jovens moças que faziam parte do coro da Igreja (trazendo muita juventude àqueles festejos), de uma localidade da margem sul, que agora não me ocorre qual foi. Também já muitos naturais se encontravam de férias. Fizeram-se diversas amizades e muita gente pisou, naqueles dois dias, os caminhos da estrada principal, ruas e carreiros da aldeia das Ladeiras. Houve muita música, diversão, ouviram-se excelentes vozes (das moças do aludido coro) e até nós rapazes presentes fizémos questão de cantar, uma ou duas canções (mas muito desafinadas), que resultaram em momentos de grande humor. Recordo o nome de alguns primos na altura presentes, para além de mim: Luís Cunha Martins, Jorge Martins, José Carlos Martins, António Alberto Rodrigues, Carlos Jorge Rodrigues, entre outros.



Nesta foto reconhecem-se, sentadas nas escadas (tudo mulheres): - Olinda Martins (minha avó), Ilda Rodrigues (minha tia), Odete Rodrigues (minha prima), Maximina Rodrigues Martins (minha tia), D. Júlia Barata, Anabela Barata (sua filha), D. Maria do Céu, Isaura Martins Rodrigues (minha tia), Maria Alzira Rodrigues Martins (minha irmã), Alice Martins Rodrigues (minha mãe) e uma senhora de pé, que não sei o nome, mas penso ser alguém que os meus tios dos Olivais, levaram consigo, se não estou em erro.



Nesta fotografia temos homens somente, bebendo o seu copinho e degustando os mais diversificados petiscos elaborados para o efeito, donde posso referir alguns dos seus nomes: - Casimiro Rodrigues Martins (meu pai), Casimiro Rodrigues (meu avô), sr. Abel das Neves. Mais atrás, não me recordo, no momento o seu nome, mas era o marido da D. Elvira, António Rodrigues (meu tio), mais duas pessoas que não sei o nome e, finalmente, atrás do lado direito o sr. Casimiro, das Ladeiras (de quem lancei uma súmula biográfica neste local, tempos atrás).
Foi realmente um fim-de-semana de se lhe tirar o chapéu...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Um passeio à Cerdeira



A foto acima refere-se a uma ocasião passada há mais de 30 anos. Não posso precisar a data, mas já lá vão muitos anos. Em tempos de férias fomos dar um passeio à Cerdeira de Góis e creio que devemos ter almoçado na Póvoa.

Após o almoço, e para facilitar a digestão, descemos à Cerdeira a pé e por lá caminhámos um bom pedaço.

A foto foi tirada (por mim) à porta da Capela.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Comissão de Melhoramentos de Ladeiras de Góis - A.G.O.

ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

CONVOCATÓRIA

Nos termos do artigo nº. 24 dos estatutos, convoco a Assembleia Geral Ordinária a reunir no dia 15 de Agosto, na Casa de Convívio, em Ladeiras de Góis, pelas 15 horas, com a seguinte ordem de trabalhos:
a) Apreciação e votação do relatório e contas da Direcção e parecer do Conselho Fiscal referente ao ano de 2008;
b) Tratar de assuntos de interesse da localidade;
c) Eleição dos corpos gerentes para o biénio 2009/20010.
Não havendo número legal de Associados à hora marcada para esta Assembleia, ela realizar-se-à uma hora depois com o número de Associados presentes, de acordo com o artigo dos respectivos Estatutos.
Lisboa, 5 de Julho de 2009
O Presidente da Mesa de Assembleia Geral
Albertino Fernandes Olivença

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Uma visita ao Esporão...

Foi durante uma curta estada em Carvalhal-Miúdo, com meus pais e em tempo de férias (também curto), que aproveitámos para passar uma tarde no Esporão, após tomarmos o café no restaurante da aldeia (junto à estrada principal).
Dia 3 de Julho de 2009...
A primeira foto foi tirada ao lado do restaurante onde obtive uma panorâmica parcial da aldeia e da sua magnífica paisagem envolvente (foto abaixo).


Seguidamente temos duas placas toponímicas com o nome de duas ruas do Esporão, que homenageiam e referenciam dois ícons da vida desta terra. Rua Casimiro Martins, o grande presidente da Comissão de Melhoramentos (falecido em brutal acidente), que entre muitas outras coisas, trouxe a electricidade para aldeia, e com isso a possibilidade de Carvalhal-Miúdo vir a usufruír de idêntico melhoramento. Rua Comissão de Melhoramentos do Esporão, a grande baluarte do contínuo progresso da aldeia.











Seguimos o nosso percurso e encontramos a Capela (recentemente sujeita a obras de manutenção e revitalização). Ali ao lado aproveitei para tirar uma foto para o cimo da estrada visualizando o ponto contrário ao início da nossa visita.










Estarmos neste lugar, na companhia de meus pais, foi dando azo ao recordar situações antigas, pessoas que habitavam o Esporão noutros tempos, histórias da sua mocidade e outras que os seus avós lhes haviam contado. Este trajecto teve de ser feito a passo lento porque eles já têm alguma dificuldade em movimentar-se. Ao mesmo tempo possibilitou uma maior integração ao meio e uma superior interiorização do ambiente.



Uma foto sob a Boleirinha permitiu trazer a recordação de um espaço emblemático da aldeia, onde muitas recordações se foram desvanecendo com o desenrolar do tempo. Observando-a um sentimento nostálgico nos invade.













Depois o encontro com uma rua com o nome de um grande impulsionador do progresso do Esporão, ao longo de décadas, Rua Cassiano Antunes Bandeira. De seguida o convívio com a casa que actualmente pertence à minha tia Aurora e à sua irmã Ilda Celeste, minha comadre.










Chegou o momento de apresentar os intervenientes desta visita: - À esquerda, a Luísa (minha mulher) e meus pais e à direita, eu...



No fundo do lugar encontrámos dois autênticos realces arquitectónicos. Duas casas que foram recuperadas, usando o método tradicional da aplicação do xisto e que, de certa forma, melhoraram substancialmente a beleza da aldeia, já de si muito bela. No caso da foto acima temos a casa de um grande defensor da aldeia (um grande batalhador pelo regionalismo), Adriano Filipe. Aproveitamos para lhe endereçar as nossas felicitações por esta extraordinária obra.



Finalmente, e após encontrarmos a Marisa (que chegava do trabalho naquele altura), onde nos cumprimentámos e, de alguma maneira, nos apresentámos, pudemos (por sua gentileza) visitar o Museu do Esporão, verdadeiro ex-libris da povoação. Fomos acompanhados na visita pela Marisa e sua mãe e, assim, desfrutámos daquele esplendoroso tesouro, expoente histórico e cultural deste povo. Foi maravilhosa a visita e muito agradável o convívio. Ainda tivémos a companhia da prima Anália e, após a visita ao museu, a possibilidade para continuarmos a nossa amena conversa. Soubemos que o Paulo Afonso estaria a caminho da aldeia, mas começava a ficar tarde, para se ír confeccionar o jantar, e o dia tendia a escurecer.
Aqui fica esta recordação e a nossa singela homenagem ao Esporão e às gentes dessa aldeia amiga. Até sempre!
fotos de António Martins (na que eu apareço o fotógrafo foi a Luísa Martins), tiradas no Esporão a 3 de Julho de 2009

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O dia em que o meu pai veio para Lisboa...

Decorria o ano de 1940...
O tio António Rodrigues, comerciante de roupas em Lisboa, na Calçada do Carmo, tinha estado a passar uns dias de férias nas Ladeiras, com a sua família, e estava no último dia das mesmas...
De repente volta-se para o meu pai (então um miúdo de dez anos) e pergunta-lhe: - Queres vir para Lisboa?
A resposta foi sim, obviamente. Num ápice o "Casimirito" vai procurar a sua melhor roupita e prepara-se, alinhadamente, para a viagem que o iria levar para um novo mundo (era esse o pensamento dos jovens das aldeias da serra, àquele tempo...). Aprumou-se para a última foto, que registava tão importante circunstância, que parece ter sido tirada pelo seu tio, pois não aparece na mesma, enquanto sua família está lá toda. Falta o seu filho primogénito (Carlos) que ainda não havia nascido.
Depois foram as elementares despedidas... dos familiares, da aldeia. Que passaram a ter a sua presença anualmente, como todos os que imigraram para as grandes cidades (às vezes havia um feriado junto a um domingo, um período de descanso no Natal, mas não era fácil fazer o percurso Lisboa/Ladeiras e vice-versa, naquele tempo, demorava-se muito tempo em viagens).
Já lá vão sessenta e nove anos...


foto de António Rodrigues, ano de 1940, Ladeiras.
Da esquerda para a direita: Joaquim de Matos (do Esporão, homem proeminente e muito respeitado, naquela época, que por sinal gostava muito do meu pai), meu pai, Odete, Palmira "Bibi" e Helena (filhas do tio António) e a sua avó (minha bisavó). Atrás, pela mesma ordem: Casimiro Martins e Alzira Rodrigues (meus avós) e a tia Ilda (esposa do tio António).

sábado, 4 de julho de 2009

Grandes Festas em Ladeiras de Góis - Dias 24, 25 e 26 de Julho de 2009

Grandes Festas em Ladeiras de Góis

Programa 2009

Dia 24 de Julho, Sexta-Feira:

17.00 - Abertura da Festa com Aparelhagem Sonora Discosom de Mário Carvalho, de Vila Nova do Ceira;
20.00 - Abertura da Quermesse;
22.00 - Baile com o Grupo Musical Tema, de Cadima.
Dia 25 de Julho, Sábado:
10.00 - Abertura da Quermesse;
11.00 - Início dos Jogos Tradicionais;
15.00 - Missa na Casa de Convívio;
17.00 - Continuação dos Jogos Tradicionais;
22.00 - Baile com o Grupo Musical Big Banda, de Soure.
Dia 26 de Julho, Domingo:
13.00 - Almoço na Casa de Convívio com Ementa;
16.00 - Leilão de Ofertas;
17.00 - Entrega dos Prémios dos Jogos Tradicionais;
18.00 - Actuação dos Concertinistas Irmãos Baptista.
* Bar permanente com bons petiscos regionais.
A aldeia de Ladeiras de Góis espera por si.
Será recebido(a) de braços abertos.
Até lá!



foto de António Martins (Ladeiras, vista parcial - Julho de 2009)

domingo, 28 de junho de 2009

Em tempo de férias, pela década de setenta

Na década de setenta ainda se conseguia juntar alguma gente, em tempo de férias, na aldeia de Carvalhal-Miúdo. As fotos que abaixo se apresentam, isso nos comprovam.
Armando Alves das Neves (falecido há poucos dias) já passava os anuais dias de descanso na terra de sua esposa, Estarreja. No entanto num dos anos da aludida década veio à aldeia que o viu nascer passar alguns dias. Consigo levou a concertina e lá foi tocando desde o fundo do lugar até ao Cabeço. Os presentes acabaram de dar um "pés de dança" lá mais para o Cabeço.
Esta inolvidável tarde começou em casa da família Neves, onde fomos beber o imperdível copinho de tinto, na sua adega.



foto de António Martins (o grupo que por ali se juntou, naquela época, posou para a fotografia no fundo do lugar, logo após ter ido enxaguar a boca a casa do sr. Casimiro Neves)
Muitas recordações trazem este tipo de fotos. Algumas das pessoas nelas contidas já faleceram. Mas a vida é isso mesmo, recordar. E enquanto o podermos fazer...

foto de António Martins (já no Cabeço, os tais passos de dança...)

terça-feira, 23 de junho de 2009

Referência a Gonçalo Lobo Pinheiro

O fotojornalista Gonçalo Lobo Pinheiro tem uma particularidade para comigo, é o meu braço direito (e às vezes também esquerdo) no dar vida continua a este espaço, mas há um outro "pormenor" na nossa relação, é meu filho. Sou pai há trinta anos, tantos os anos dele, pois é meu único filho.
Resolvi preencher o conteúdo da minha postagem de hoje, com uma alusão à sua pessoa.
Tem sido um filho presente, com as suas hesitações (o que é normal nos seres humanos). Em criança fez as suas traquinices e foi crescendo com a sua irreverência, apanágio da juventude.
Estudou na Escola Primária que eu frequentei e foi igualmente para outro estabelecimento de ensino, onde eu pisei o chão, a Escola Nuno Gonçalves (no meu tempo era só de dois anos a permanência por lá, que era o período de duração do Ciclo Preparatório, já extinto), onde permaneceu até ao 9º ano de escolaridade, seguindo, depois, para o antigamente denominado Liceu Gil Vicente. Chegou à universidade para se integrar num curso, onde não foi muito feliz. Só tardiamente vislumbrou a hipótese de mudar de curso (foram perdidos quase quatro anos, sem muito sentido, embora tudo sirva de aprendizagem). Mudou, então, para área das Ciências da Comunicação onde se sentiu mais feliz, e onde se pode embrenhar a contento num destino, que teve como epílogo a obtenção do respectivo licenciamento, na vertente de jornalismo. Apesar da sua situação de trabalhador-estudante conseguiu fazê-lo, sem perder qualquer "fio à meada".



Nesta foto, tirada por Jorge d'Azevedo, numas férias com seus avós. Ali está ele no Esporão, junto às bombas da gasolina, com seu ar malandreco.



Belíssima foto, tirada por Inês Sardinha, onde o Gonçalo se interioriza com a sua objectiva, num ritual que começou a pertencer-lhe, de forma regular, no simples quotidiano.
Depois foi o surgir e a procura de oportunidades, dentro do manancial de dificuldades que assola a nossa vida diária. Foi escolhida uma sua foto, postada no "1000 imagens", para um postal dos CTT, começou a fotografar como freelancer, estagiando para a Intermeios - Agência Noticiosa, e na sequência deixando mostras do seu trabalho por diversos jornais e revistas (Comércio do Porto, Jornal de Notícias, TV Guia, Superfoot Magazine, já extinta, onde escrevia, também, os textos, Público, Correio da Manhã, Notícias Choque (já extinta), Inovar.te, blogues, sites, etc.), tornando-se posteriormente colaborador do Jornal "A Bola" e mais tarde do "I", para além de muitas outras acções de diversa índole, nos mais diversos sectores.
Hoje tem o seu trabalho publicado no jornal "A Bola" de forma assídua. De permeio publicou um livro de poesia, estando em estudo a publicação de um segundo.
Para além de todas as dificuldades, que são generalizadas, e todos sabemos quais são, sendo a principal a de não conseguir uma efectividade laboral no seu principal posto de trabalho, o que, muitas vezes, provoca a ansiedade que não é boa companheira no sentido de tornar mais qualificado o seu trabalho, continua a sua "luta" com uma grande qualidade profissional.
Já participou em diversas exposições e já obteve alguns prémios com seus trabalhos fotográficos.
Fica esta pequena referência sobre aquele que adoramos... eu e minha mulher, o nosso filho.
Gonçalo espero que não te importes por esta minha pequena divagação sobre o teu percurso de vida.
Bem hajas. E sê feliz. É o que, para ti, ambicionamos (eu e tua mãe).

domingo, 21 de junho de 2009

As férias da minha juventude...

Como eram passadas as férias no tempo da minha juventude...
Referindo as aldeias de Ladeiras e Carvalhal-Miúdo, por serem os berços de meu pai e minha mãe, era nelas que mais tempo passava, com relevo para Carvalhal-Miúdo, pois lá dormia, na casa de meus avós maternos.
Sempre gostei mais desta aldeia. As Ladeiras fazia lembrar-me um pouco o ambiente citadino, não porque se pudesse comparar, mas pelo maior movimento... tinha estrada nos seus contornos, passavam muitos carros nessa estrada (a antiga estrada nacional 2, que tinha interligação entre Chaves e Faro, dizia-se... mas nunca cheguei a compreender como era esse desiderato), tolhendo, um pouco, a nossa expansividade. Em Carvalhal-Miúdo o espaço circundante, refletia-se como amplo e totalmente livre, sentia-me diferente quando estava naquele lugar, onde podia interiorizar mais, meditar, oscultar a natureza observando a sua natural vida. Gostava de desbravar esse mundo... ver as formigas nos seus carreiros, ver as outras, as maiores, que muitas vezes caminhavam soltas, ír no encalce do grilo que cantava junto à entrada do seu buraco na terra repleta da verdura, ver as aves que pelos campos de soltavam e transmitiam um estado de vida fora do âmbito das cidades (onde também haviam formigas, baratas, aranhas e pássaros, obviamente... mas tudo era muito diferente). Os gafanhotos saltavam à nossa frente, o louva-a-Deus permanecia estático, no cimo de um pequeno ramo, movimentando suas pernas dianteiras, o pica-bois, o escaravelho, a joaninha, as moscas (essas é que não eram tão bem recebidas, pela mordidelas, continuas, provocadas em nossas peles...), e tantos outros habitantes naturais daquelas terras, que aqui poderia registar...
Depois... era o ar, a paisagem, a frescura da água, o cheiro incomparável da terra (e quando húmida, era inolvidável), a beleza intrínseca que revelava todo aquele contexto, naquele tempo.
Nas férias, por vezes, tinha a companhia do António (do cimo da sebe) e do Delmar, neto do casal Neves, donos da faustosa casa do fundo do lugar, hoje totalmente em ruínas. Faziamos caminhadas até ao rio Ceira, junto à ponte pedonal para Cortecega, ao moínho, à Mioteira, à Barroca, aos Sobreiros, ao Vale da Fonte, à Abiceira, e a tantos outros recantos daquelas paragens.
Recordo ainda no tempo da minha prima "Lena", solteira, em que eu e minha irmã a acompanhávamos na guarda diária do gado e nos juntávamos à "Mila" (hoje a residir no Esporão), irmã do António (atrás referido), à Silvina (última residente de Carvalhal-Miúdo a lá nascer (creio...), que só mais tarde casou, com outro António, que na altura cumpria o serviço militar, na Marinha Portuguesa) e às brincadeiras que se faziam naqueles espaços de tempo, onde se cantava, se contavam anedotas, etc..
Algumas vezes também acompanhei o meu avó, quando ele ía para o campo com as ovelhas, mas ele não apreciava muito, pois dizia que eu as tornava inquietas e muitas ocasiões as espantava. Se calhar tinha toda a razão.
De tudo isto, ficam as recordações (que já não é pouco...), por todos esses momentos que foram vividos...

foto de António Martins (Descendo pela Ramalhuda... Carvalhal-Miúdo, Setembro de 2007)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O "Notas de Carvalhal-Miúdo e Ladeiras de Góis", comemora hoje o seu 1º aniversário


Um ano...

É já um período de tempo considerável, neste âmbito da blogosfera, a manter um blogue activo (minimamente) do teor do presente. Pensamos ser obra com algum efeito.

A todos os que nos acolheram com gentileza e agrado, apoiando-nos sobremaneira (uma palavra para os blogues do Esporão: Terras do..., Aldeia do... e Sobreiras..., para os Povorais, para o Rouxinol...), a todos os que regularmente nos visitam e nos publicitam, o nosso agradecimento sincero.

Pena que não possamos ser mais efectivos e incisivos (agora abraçámos outras áreas neste mundo virtual e não se pode estar em todo o lado ao mesmo tempo), com a regularidade que desejariamos.

Todavia, resta-nos apresentar a nossa gratidão para com todos, nesta hora de comemorar o 1º aniversário de "Notas de Carvalhal-Miúdo e Ladeiras de Góis".

Portanto, a todos em geral o nosso muito obrigado.


Bem hajam.


A administração


António Martins

Gonçalo Lobo Pinheiro

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Antigo Arraial de Santo António do Esporão de Goes - 2009

É já no próximo fim-de-semana, de 12 e 13 de Junho, que se realizará na aldeia amiga e vizinha do Esporão, mais um Arraial de Santo António, à moda antiga, como é habitual todos os anos.
Irão ser dois dias de plena alegria e grande folia, como o evento, por si só, perspectiva.
Se quiser estar entre amigos e em grande convívio, não falte!
O Esporão conta com a sua presença.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

As férias estão a chegar...

Está a chegar mais um Verão.
Estação do ano onde pontificam os tempos de férias para muitos de nós, embora por ora se vá optando pelas épocas baixas na busca de paragens mais quentes fora do nosso país.
Mas os tempos são de crise, há que fomentar o turismo cá dentro, ou seja em Portugal.
Aqui fica uma sugestão:
- Umas voltas pela região de Góis, não esquecendo o dar um "pulinho" a Carvalhal-Miúdo, para, pelo menos, observar a paisagem que envolve aquele ambiente, é de levar em atenção. Depois há muito local a ser visitado. Certamente não ficarão logrados por investirem em visitas deste teor, escolhendo esta região para vossas férias, onde poderão descansar e respirar bom ar, não esquecendo a boa alimentação típica da serra.
Assim, fica o nosso desejo de boas férias para todos vós...


foto de António Martins (Carvalhal-Miúdo, Setembro de 2007)

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Campeão Nacional de Futebol - 2008/2009

Hoje vamos abordar um pouco de desporto, o futebol...
Como já se previa, há algum tempo, o Futebol Clube do Porto sagrou-se campeão nacional 2008/2009, ao vencer a Liga Sagres.
Sob o comando do técnico Jesualdo Ferrreira, o F. C. Porto obteve a sua quarta vitória consecutiva, portanto tornou-se pentacampeão.
Ainda almeja a vitória na Taça de Portugal, na qual disputará a final com o Paços de Ferreira.
Sem dúvida que (para quem gosta de futebol) é um gosto ver jogar esta equipa, que teve excelente participação na Liga dos Campeões, onde só veio a caír ao pés de um golo do outro mundo obtido pelo melhor jogador do mundo, o português do Manchester United, Cristiano Ronaldo.
Daqui felicitamos o novo campeão.

foto de Gonçalo Lobo Pinheiro (No Estádio do Dragão, no Porto)

domingo, 10 de maio de 2009

Falecimentos de naturais de Ladeiras e de Carvalhal-Miúdo

Chegaram, agora, aos meus ouvidos duas tristes notícias, embora este epígolo seja o normal desígnio da vida de qualquer um de nós.
Dois falecimentos ocorreram neste últimos dias...
Um referente a natural das Ladeiras, António Barata, que era o actual sócio nº. 1 da Comissão de Melhoramentos da sua aldeia e o outro nascido em Carvalhal-Miúdo, Armando Alves das Neves, que faleceu algures em Estarreja, naturalidade de sua esposa, local pelo qual havia optado para residir e passar os últimos anos de sua vida, após se ter reformado.
Foram referências nas duas aldeias, que ficarão na memória de todos os que com eles compartilharam alguns momentos de suas vidas.
Às famílias enlutadas apresentamos as nossas sentidas condolências.
Até lá...