quinta-feira, 23 de abril de 2009

Coimbra - Dois de muitos pormenores 8

Largo da Portagem

O nome deste largo (Portagem) deve-se ao facto de, em tempos idos, aí se cobrarem os impostos sobre as mercadorias que chegavam à cidade, vindas de sul.
Aqui ficava o Pelourinho, símbolo do poder municipal, hoje na chamada Praça Velha e a cadeia da cidade que, mais tarde, foi mudada para os antigos celeiros do Mosteiro de Santa Cruz (actual esquadra da PSP).
Embora sempre tenha sido conhecido como Portagem, nome que perdura até hoje, chegou a ostentar outros nomes, como Príncipe D. Carlos e Miguel Bombarda.
Desde 1911 apresenta no centro, uma estátua de um conhecido conimbricense, Joaquim António de Aguiar, responsável pelo decreto-lei que extinguiu as Ordens Religiosas em Portugal, pelo que é popularmente chamado como Mata Frades.
by Tozé Franco, in blogue "Coimbra dos Amores"

foto de Hugo Mendonça (Portagem (Coimbra), Janeiro de 2005)

João de Deus

João de Deus de Nogueira Ramos (São Bartolomeu de Messines, 8 de Março de 1830 - Lisboa, 11 de Janeiro de 1896), mais conhecido por João de Deus, foi um eminente poeta lírico, considerado, à época, o primeiro do seu tempo e o proponente de um método de ensino da leitura, assente numa Cartilha Maternal por ele escrita, que teve grande aceitação popular, sendo ainda utilizado. Gozou de extrordinária popularidade, foi quase um culto, sendo ainda em vida objecto das mais variadas homenagens e, aquando da sua morte, sepultado no Panteão Nacional. Foi considerado o poeta do amor.



foto de António Martins (Monumento a João de Deus, junto ao Penedo da Saudade, Abril de 2006)

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Os meus primos Ana Paula e Luís António

Luís António Cunha Martins e Ana Paula Cunha Martins F. Nunes, são filhos do meu tio Luís António Rodrigues Martins, presidente da Comissão de Melhoramentos de Ladeiras de Góis, e da tia Joaquina Boa-Nova Cunha Martins, natural de Estremoz, no Alentejo. Por conseguinte são meus primos.

foto tirada nas Ladeiras, há, mais ou menos, 40 anos

O Luís, pai de uma recém-formada, a Inês, exerce a sua actividade profissional no âmbito do comércio de pronto-a-vestir, na baixa lisboeta, mais propriamente na Rua dos Fanqueiros. Abraçou esta actividade após completar o Curso Complementar dos Liceus, obtido no Liceu Gil Vicente, em Lisboa e o 2º Ano de Fisioterapia. O Luís é natural de Coruche.


foto tirada nas Ladeiras, na mesma altura da do irmão Luís

Ana Paula, mais nova que o irmão, optou por se formar na área da saúde, exercendo a sua actividade profissional nesse ramo. É casada com António José e mãe de dois rapazes Diogo e Fábio.

Já lá vão quarenta anos e mais uns pós...

domingo, 29 de março de 2009

Lançamento do livro "Não existes ou o breve manual prático de como esquecer um amor antigo"

(Convite)

Pois é.
Desta feita é a vez do Gonçalo Lobo Pinheiro (GLP, no Luso-Poemas), meu filho, lançar o seu primeiro livro de poesia, será no próximo sábado, dia 4 de Abril (dia em que comemorará o seu 30º aniversário), sob a chancela da editora "Temas Originais", no auditório sito no Campo Grande nº 56 (ao lado da Unimed), em Lisboa, pelas 19 horas. Vai ser um dia em cheio, pois pelas 16 horas um outro (consagrado) poeta, Vicente Ferreira Silva (VFS, no Luso-Poemas), fará o lançamento do seu terceiro livro "Interlúdios da Certeza", em Lisboa (pois já o fez no Porto, no passado dia 21 de Março), no mesmo local.
Assim poderão usufruir de um belo dia, repleto de boa poesia e em sã e agradável companhia.
Aguarda-se a presença de quem possa estar disponível para o efeito.

P.S. - Quem quiser poderá ficar para jantar (no restaurante instalado no edifício onde terão lugar os lançamentos dos livros), e continuar a partilhar destes belos momentos em bom convívio, e participar nos festejos referentes ao aniversário do Gonçalo. O jantar deverá rondar o preço unitário de € 12,00. Se pretender jantar deverá enviar a respectiva confirmação para os seguintes emails:

antonio.martins1955@gmail.com
goncalo.lobo.pinheiro@gmail.com
poesia.afonso@gmail.com
temas.originais@gmail.com
luisalpsimoes@gmail.com

domingo, 22 de março de 2009

O serviço militar de meu pai

O meu pai cumpriu o seu serviço militar em Coimbra, no quartel sito na Rua da Sofia, mesmo no iniciar da década de cinquenta.
Chegou à patente de 1º Cabo de Maqueiros (Serviço de Enfermagem). Pertenceu ao 2º pelotão da Companhia de Saúde.
A foto, em baixo, refere-se à parte final da instrução, que teve lugar em Conimbriga, acontecida em 1951 (o meu pai é o 4º da direita para a esquerda, de pé).
Foi dos poucos a terminar a prova final de marcha, num percurso com a distância de 48 km.

foto de desconhecido (Conimbriga, fase final da instrução do 2º pelotão da Companhia de Saúde (Coimbra), em 1951)

quarta-feira, 18 de março de 2009

Site Oficial

Acabo de criar, com a ajuda do meu filho, o meu site oficial. Mais um local onde me podem encontrar com novidades acerca da minha poesia.

Apareçam!

http://antoniomrmartins.webs.com/

Obrigado!

terça-feira, 17 de março de 2009

Lançamento do livro "Ser Poeta" de António MR Martins


Aconteceu no passado dia 14 de Março, no Campo Grande, nº 56, em Lisboa.
Numa sala repleta de familiares, amigos e conhecidos, António MR Martins, apresentou com a chancela da Temas Originais, o seu primeiro livro de poesia intitulado "Ser Poeta".
Um livro que reúne 52 poemas e nos dá a conhecer a poesia de António MR Martins, novo nestas andanças das edições de livros, mas já velhote no que concerne à escrita de poesia, que faz com regularidade desde os anos 70, tendo no meio disto tudo, arrecadado em 1993 o 1º lugar do Prémio de Poesia da Feira do Livro da Amadora.
As fotos, em seguida, mostram um pouco do que se passou naquele dia.




















Fotos de Gonçalo Lobo Pinheiro

domingo, 8 de março de 2009

Almoço do 57º aniversário da C.M.Ladeiras

Foi-me dado conhecimento (pelo meu tio António Rodrigues Martins, marido da minha tia Maximina, elemento da Comissão) que o almoço comemorativo do 57º aniversário da Comissão de Melhoramentos de Ladeiras de Góis, realizado hoje, em Lisboa, decorreu da melhor forma possível, tendo a organização ficado deveras agradada com o seu desenrolar e o seu terminus.
Estiveram presentes sessenta e tal conterrâneos e amigos das Ladeiras. O repasto foi do agrado geral e o ambiente foi dos melhores.
A Comissão de Melhoramentos agradece a todos os que se predispuseram a colaborar, participando neste evento.
Bem hajam.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Lançamento do meu primeiro livro de poesia "Ser Poeta"

Era um sonho, desde há muito tempo, que agora perspectiva concretização.
E assim, faço o convite (a todos, sem excepção) para o lançamento do meu primeiro livro de poesia "Ser Poeta", que terá lugar no próximo dia 14 de Março, pelas 19 horas, no Campo Grande, 56 (ao lado da Unimed), em Lisboa.
A apresentação estará a carga do ilustre poeta Xavier Zarco (originário de Coimbra).
Agradeço, desde já, a quem queira (e possa) estar presente.
António MR Martins


terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Santuário de Nossa Senhora da Piedade, na Lousã, início da década de 50



Já postei um artigo sobre o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, em 2008.10.06, com as respectivas recentes fotos. Estas têm a particularidade de terem mais de cinquenta anos, e embora a sua qualidade não seja a melhor, para além de serem a preto e branco, são de grande importância pelo que nelas se revela. Já repararam a quantidade de peregrinos que se envolve na visita à Senhora, por ocasião dos seus festejos. Devem ter sido milhares de pessoas. Deslumbrante para quem conhece o actual denegrido fenómeno de habitantes da serra.
Fica a imagem documental.

fotos de Casimiro Rodrigues Martins (Santuário de Nossa Senhora da Piedade, na Lousã, início da década de 50. Dia de peregrinação)

Piqueniques à moda antiga (passatempo)

Vamos, então, desvendar os nomes dos intervenientes na foto que adornou esta postagem.
Da esquerda para a direita, agachados:
- Maximina Rodrigues Martins (minha tia), Casimiro Martins "Camarão" (meu avô, a distribuir o vinho pelo garrafão), Arminda Martins Rodrigues Santa Cruz (minha tia, casada em Cortecega), Guilherme Santa Cruz (meu tio, seu marido, de Cortecega), Alice Martins Rodrigues (minha mãe), Casimiro Rodrigues Martins (meu pai), Olinda Martins Rodrigues (minha avó materna), Arminda Martins Bandeira (irmã de minha avó materna, casada no Esporão com o "ti" Manuel Bandeira, da Boleirinha. O casal eram os padrinhos de baptismo de minha mãe).
Pela mesma ordem, de pé:
- Arminda Rodrigues Martins (minha tia, actualmente nas Ladeiras à frente, e a residir, da antiga casa comercial do meu avô paterno) e Alzira do Rosário Rodrigues (minha avó paterna).
A quem participou bem hajam por o terem feito, pena não terem acertado em todos os nomes dos fotografados...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Comissão de Melhoramentos de Ladeiras de Góis - 57º Aniversário

No dia 8 de Março de 2009, a Comissão de Melhoramentos de Ladeiras de Góis irá realizar o almoço comemorativo do 57º aniversário da sua fundação, que irá decorrer no restaurante Stadium, na Cidade Universitária, em frente ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
Ementa
Entradas: salgadinhos diversos, aperitivos e outros.
Quentes: sopa de feijão com hortaliça, vitela assada acompanhada com batata pequena assada e esparregado.
Sobremesas: salada de frutas ou tigelada.
Bebidas: vinho branco ou tinto, sumos, água, café, vinho do Porto e bagaço.
Para terminar: bolo de aniversário e champanhe.
Preço por pessoa - € 18,00
As marcações poderão ser efectuadas junto de qualquer membro da direcção ou através dos seguintes contactos: 218877711-Luís Martins; 218516102-Maximina R.Martins ou 963961441-Albertino Olivença.
Ladeirense, se puderes estar presente não te esqueças de levar também os teus amigos, pois todos não somos demais. Até dia 8 de Março no Stadium. Esperamos por ti.
Albertino Olivença, in O Varzeense, nº. 506, de 15 de Fevereiro de 2009, página 18

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Piqueniques à moda antiga

Talvez seja demais relacionar a foto abaixo com um piquenique propriamente dito, e ainda por cima à moda antiga. Na verdade as pessoas em questão reuniram-se, levaram o seu farnel e fizeram-no acompanhar do garrafão de cinco litros de "nectar dos deuses", o vinho da nossa região (que na época deveria ser divinal... à recordação que tenho do paladar do vinho do meu avô materno, para só escrever esse...porque havia mais bem bons, concerteza) e com as suas mantas de retalhos (que serviam para se sentarem e/ou deitarem e nos seus centros colocarem as pequenas toalhas onde, por cima delas, se fazia a distribuição dos alimentos trazidos de casa para o efeito) deslocavam-se para os pinhais com as melhores sombras e os mais puros ares.
E assim passavam uma tarde de descanso, de forma diferente, em agradável e são convívio. Íam degustando a merenda, bebiam uns copinhos (normalmente alguém estava encarregue do garrafão, fazendo a distribuição do vinho para os copos dos desejosos. Muitas vezes o ritmo da serventia consistia de um movimento peculiar, ou seja a passagem do referido vasilhame pelo ombro, movimentando a mão de uma especial maneira que fazia colocar o fundo do garrafão para as costas do distribuidor e o gargalo para o lado do seu peito, depois era só incliná-lo um pouco e era ver o vinho escorrer...), contavam-se histórias, anedotas...muitas vezes cantava-se ao desafio e ocasiões havia onde até se dançava. Eram, sem margem para dúvidas, dos poucos momentos de alegria, boa disposição e sã camaradagem, que naqueles anos de muitas dificuldades pela serra, estas gentes podiam usufruir.



foto de desconhecido (comendo e bebendo, algures num pinhal, princípio da década de 50)

P.S. - Já agora um pequeno passatempo...conseguem referenciar todas as pessoas da foto? Sabem os seus nomes? E quem é a pessoa que está a distribuir o vinho? Aqui fica a sugestão: - Comecem a puxar pela memória e pode ser que haja um pequeno prémio para o vencedor, que logicamente será o primeiro a descodificar este enigma. Boa sorte!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Carnaval no Esporão

No próximo dia 21, do presente mês, realizar-se-à (como é hábito) no Esporão o já conhecido e tradicional Baile de Carnaval, que alegrará esta divertida época festiva.


Esta aldeia, nossa amiga, deseja contar com a presença de todos aqueles que o possam fazer, e se revejam neste tipo de alegre e salutar convívio, na perspectiva de ver suas ruas emolduradas com efusiva diversão.
Inscrevam-se!
Daqui, desejamos que esta iniciativa seja carregada de simbolismo, boa disposição e confraternização saudável, apanágio das gentes da nossa serra...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Mais uma foto dos anos 50 (Carvalhal-Miúdo)

Esta foto data do início da década de 50. Em Carvalhal-Miúdo, a caminho do Cabeço (talvez fosse um ponto de referência para se tirarem fotos. Encontro muitas antigas tiradas neste local e em sítios circundantes), talvez em dia de folga, talvez a um domingo. Lá vêm sorridentes (da esquerda para a direita) a minha avó materna, minha mãe, a tia Arminda e o tio Guilherme. À frente os traquinas da época, os ainda miúdos Patrocínia (filha do sr. Abel e D.Zulmira), a Helena (minha prima, filha da irmã de minha mãe Cecília, que faleceu praticamente após o seu nascimento e do tio Franquelim, falecido pouco tempo depois. Esta minha prima foi educada e criada pelos meus avós) e o António, filho do sr. Guilherme e da D. Adélia (do cimo da sebe).
Um pormenor a salientar na imagem: - À direita podemos observar um terreno que se encontra amanhado, com cultivo de milho (esta parcela tem o nome de Quintal), o que acontecia com muitos outros pedaços de terra, naquele tempo. Hoje está tudo abandonado...
Outra indicação: - Minha mãe já devia estar para Lisboa e o registo (em baixo) deverá ter acontecido por ocasião de uma breve visita ou em tempo de breves férias (na altura elas eram muito curtas), isto percebe-se pela indumentária com que se encontra vestida (e se calhar até foi no dia de chegada...ou partida!). Meu pai, obviamente, tirou o retrato.

foto de Casimiro Rodrigues Martins (Carvalhal-Miúdo, a caminho do Cabeço - Década de 50)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O Cavalo Lusitano


foto de Gonçalo Lobo Pinheiro (Herdade da Brôa, na Golegã - 27 de Janeiro de 2009)

Hoje vou escrever sobre um dos mais emblemáticos animais portugueses, o cavalo Lusitano...

O cavalo Lusitano é originário de Portugal, com particular incidência nas regiões do Ribatejo e do Alentejo.
Estes cavalos já eram montados pelos Romanos há 5000 anos, que consideravam ser o melhor cavalo de sela conhecido.
Embora seja utilizado como cavalo de trabalho, principalmente pelos campinos, no Ribatejo, que têm um especial afecto por esta raça, o Lusitano é, cada vez mais, um cavalo pretendido por inúmeros criadores de todo o mundo, pelas suas características e superiores qualidades, que com efeito são únicas.
É, igualmente, um cavalo de Alta Escola, onde tem sido referenciado como mais valia, já que a sua estrutura lhe permite uma célere e regular aprendizagem. Hoje existem cavalos Lusitanos espalhados pelos cinco continentes, com esta finalidade.
No que se refere à sua posição como cavalo de sela e passeio, verifica-se ser extremamente dócil e participativo, sendo por esse motivo um cavalo de grande procura. É também muito corajoso e tranquilo o que possibilita a sua utilização no meio desportivo, aí se referencia a sua exemplar aptidão para as provas de salto. Tem significativas capacidades para concursos de resistência, onde tem sempre uma palavra a dizer.
No entanto, a sua grande virtude assume-se, sem quaisquer dúvidas, na tauromaquia, onde é verdadeiramente exímio. Neste capítulo, estes cavalos demonstram uma coragem e uma tranquilidade acima da média, saindo à cara do touro sem qualquer receio, sendo nesse âmbito um cavalo de eleição, não só em Portugal, mas em todo o mundo.
Em estado adulto, o Lusitano pode atingir os 500 kg e uma altura de 1,60 m.
As cores mais comuns são: ruço, tordilho, castanho, baio, alazão e ainda o preto.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Festas da Rainha Santa, em Coimbra

Celebra-se em Julho, nos anos pares, em Coimbra, a Festa da sua padroeira, a Raínha Santa Isabel.
Chamam, estas festas, à cidade muitos visitantes de todo o território português e, porventura, de alguns pontos do estrangeiro.


(Varandas engalanadas à passagem da procissão)



(Jovens vestem-se de Rainha Santa)


Fotos de Luísa Simões Martins (pormenor da procissão e imagem da Rainha Santa Isabel - Julho de 2008)

Diversos espectáculos são incluídos nestas festividades. Ocorrem, igualmente, várias exposições, feiras de artesanato e gastronómicas, múltiplas provas desportivas e imensa animação.
O ponto alto das festas, é sem dúvida, a procissão solene em honra da Raínha Santa (as imagens referem alguns pormenores durante a procissão do ano passado), em que o andor, com o peso de cerca de uma tonelada, é transportado por vinte e quatro homens, percorrendo as principais vias da cidade, num percurso entre a Igreja da Graça e o Convento de Santa Clara-a-Nova.
Este trajecto foi inúmeras vezes efectuado pela própria D. Isabel de Aragão, quando viveu em Coimbra, no séc. XIV.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Foto com mais de sessenta anos

Esta foto é um verdadeiro documento.
Foi tirada em Góis, talvez há mais de sessenta anos...
Nela podemos ver o meu avó materno, Casimiro Rodrigues, minha mãe (devia ter uns catorze anos) e a minha avó materna (isto à frente). Atrás, no mesmo sentido, uma senhora que não sei dizer quem é, a D. Maria e seu marido, "ti Zé Sapateiro". Vieram todos de Carvalhal-Miúdo à vila, a pé, evidentemente.
Repare-se na roupagem dos fotografados, que se aperaltaram de forma a parecer bem na sua incursão a ambientes diferentes do seu dia-a-dia.
Já lá vão muitos anos... minha mãe acabou de fazer (dias atrás) setenta e cinco anos.


foto de desconhecido (...em Góis, anos 40)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Arganil - duas referências

HOTEL DE ARGANIL

Situado na Avenida das Forças Armadas, num ambiente tranquilo e rodeado de uma bela paisagem de montanha, encontra-se ao dispôr do turísta, ou do simples viajante, este modernizado estabelecimento hoteleiro, que foi sujeito a profundas remodelações.
Tornou-se, assim, muito acolhedor, dispondo dos serviços complementares de Bar, Facilidades de acesso para deficientes e estacionamento.
A Sala Mont'Alto, criada na perspectiva de ser utilizada para conferências, congressos (de pequeno porte), demonstrações, reuniões e convenções de empresas, tem 180 m2 e uma altura de 3 metros. Possui uma capacidade para uma plateia de 150 pessoas, escola 70, U 60, banquete 130 e "cocktail" 160.

foto de António Martins (Hotel de Arganil e Jardim frontal - Setembro de 2004)

A COMARCA DE ARGANIL

Este jornal centenário, publica-se desde 1 de Janeiro de 1901, tendo sido seu fundador Eugénio Moreira. É, efectivamente, uma autêntica bandeira da imprensa regionalista beirã, sendo, nesse capítulo, uma das mais importantes publicações regionalistas de Portugal.
Acarinhado, desde o seu início, por aqueles que imigraram para os grandes centros, tendo sido, ao longo dos anos, a companhia dos seus tempos livres, a fim de se poderem colocar ao corrente do desenrolar das vivências nas terras onde nasceram.

foto de António Martins (Estabelecimento/Papelaria da "A Comarca de Arganil" - Setembro de 2004)





domingo, 18 de janeiro de 2009

Lisboa

Hoje vou escrever um pouco sobre Lisboa. E porquê?
Porque é a capital do nosso país, porque é um pouco a cidade de quase todos nós, porque, ao longo dos anos, foi o principal pólo imigratório das gentes da nossa serra (e de muitos outros pontos do nosso Portugal profundo...), porque se reveste que grande simbolismo histórico para Portugal, porque é o centro das movimentações político-sociais, onde existem muitos pontos decisórios, porque foi o local de partida para novas descobertas (via marítima), porque é o principal palco português da cultura, porque nela surgiu, com enorme força, a canção denominada de nacional, o fado, e, também, porque quero.
Tem um número de habitantes um pouco inferior a um milhão, sede de concelho, comarca, distrito e arquidiocese (patriarcado).
Situa-se na margem direita do estuário do Tejo, que atinge 15 km de largura no mar da Palha, e a 16 km do Oceano Atlântico, a sua altitude varia entre 6 metros à beira-rio e 226 metros em Monsanto. A temperatura média anual é de 16ºC (média em Agosto, 22ºC; em Janeiro, 10,6ºC), sendo a precipitação média anual de 628 mm em 99 dias.


foto de António Martins (Castelo de S. Jorge e o casario que dele desce - Julho de 2007)

Dizia-se outrora estar a cidade edificada em sete colinas (Castelo, Chagas, Sant'Ana, Santa Catarina, Santo André, S. Roque e S. Vicente), mas a verdade é que ela alastrou muito para além desses limites.

O nome Olissipo (donde provém o topónimo Lisboa e cujo significado não está de todo esclarecido) já o possuia a povoação antes de ser ocupada pelo Romanos em 205 a. C. Outros povos se fixaram na área lisboeta, ao longo dos tempos, tais como Iberos, Celtas, Bárbaros do Norte, Godos, Suevos e Visigodos que permaneceram até à chegada dos Mouros, em 714. A influência moura (muçulmana) deixou profundas marcas na Aschbouna, designação árabe da já então chamada Olissibona. Segundo testemunhos de geógrafos árabes a cidade era bastante populosa e hospitaleira. Por isso foram muitos os reis que dela se tentaram apoderar. Finalmente, em 1147, o 1º rei de Portugal, D. Afonso Henriques, com o auxílio de cruzados (ingleses, alemães e flandreses), após um cerco de 12 semanas, conquistou Lisboa, que teria então entre 12000-15000 habitantes. Mas só em 1179 a cidade recebeu a primeira carta de foral. Foi elevada a capital de Portugal em 1255, por D. Afonso III.


foto de António Martins (Praça D. Pedro V "Rossio" - Julho de 2007)

Desenvolveu-se, sobremaneira, pelo aproveitamento das suas potencialidades e da sua condição de entreposto comercial marítimo, que faria dela, no séc. XVI, uma das mais florescentes cidades do mundo, pois chegou a ser então o principal mercado europeu.
Na sua vida, Lisboa sofreu violentos terramotos (1531, 1551, 1598) antes de se ver parcialmente destruída , em 1 de Novembro de 1755, por um sismo catastrófico, seguido de maremoto e incêndios, havendo então a registar, para além de largos milhares de mortos e da destruição de mais de um terço dos edifícios, a perda irreparável de um património histórico, cultural e religioso de incalculável valor, uma vez que a Baixa (onde se encontravam o palácio real, vários palácios, igrejas e conventos) ficou reduzida um campo de ruínas.


foto de António Martins (vista parcial, com o rio Tejo é a Sé Catedral ao fundo - Julho de 2007)

A Lisboa pombalina ressurgida das cinzas muito ficou a dever aos arquitectos Eugénio dos Santos, Carlos Mardel e Manuel da Maia. Datam praticamente do último quartel do séc. XIX a construção do aterro de Santos (proporcionador de uma grande comunicação com o Ocidente) e a abertura da Avenida da Liberdade (1879) e da actual Avenida Almirante Reis, que impulsionaram a expansão para o interior. Com o Estado Novo (1926-1974) verificou-se, além de um notável surto urbanístico, a modernização dos acessos à cidade - entre eles avulta a ponte que liga Lisboa a Almada, inaugurada em 6.8.1966.
Após o 25 de Abril de 1974 (data em que foi implementado o regime democrático) até aos dias de hoje, Lisboa foi enriquecida com diversos eventos e obras paralelas aos mesmos, onde se salientam a Expo'98, que veio fazer com que se desse vida à parte oriental da cidade e se construisse uma outra "cidade" anexada à já existente, inaugurou-se uma outra ponte sobre o Tejo, a Ponte Vasco da Gama e construíu-se o viaduto junto à Praça Marquês de Pombal, entre outras obras de realce.

Alguns monumentos e pontos de interesse cultural e lúdico, a visitar na cidade:
Torre de Belém, Padrão dos Descobrimentos, Planetário, Museu da Marinha, Museu dos Coches, Museu da Presidência e respectivos jardins, Centro Cultural de Belém, Aqueduto das Águas Livres, Museu do Traje, Museu Militar, Elevador de Santa Justa, Jardim e Igreja da Estrela, Castelo de S. Jorge, Baixa, Sé, Bairros Típicos (Alfama, Mouraria, Madragoa, Bairro Alto, entre outros), Palácio de S. Bento, Parque Eduardo VII, Praça de Touros do Campo Pequeno, Museu da Cidade, Cidade Universitária, Fundação Calouste Gulbenkian, Palácio Foz e muitos outros museus, igrejas, casas de cultura, centros de exposições, salas de espectáculos, espaços de diversão e locais de lazer.

P. S. - Todas as fotos foram tiradas a partir do miradouro do Elevador de Santa Justa.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Adeus Tio Armando, até sempre...

Hoje é um dia triste!...
Faleceu o meu tio Armando, esta madrugada por volta das duas horas. O último sobrevivente dos irmãos do meu avô materno e da minha avó paterna finou a sua existência terrena, após sofredor resistir ao derradeiro desígnio da vida. Ficam as muitas recordações... até lá!...