quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Do outro lado do rio

Foi no ano de 1952 que a minha tia Arminda Martins Rodrigues (irmã de minha mãe), natural de Carvalhal-Miúdo, casou com Guilherme Santa Cruz, natural de Cortecega. Guilherme teve de atravessar o rio Ceira para procurar o seu encanto feminino, sua esposa. O casal concebeu três seres, que a minha tia deu à luz, dois meninos, Vítor e Paulo e uma menina, Zulmira.
Foi um casamento simples, como eram aqueles dos nados por estas aldeias naquela época. Mais uma vez o percurso até Góis foi feito a pé (este matrimónio é anterior ao do meus pais), tanto na ida como na volta.
A cerimónia religiosa foi celebrada pelo saudoso padre Belarmino, na Igreja Matriz de Góis.


foto de Casimiro Rodrigues Martins (foto dos noivos, tirada em Carvalhal-Miúdo, no dia do casamento)

terça-feira, 18 de novembro de 2008

O homem, a terra, O MILHO, a farinha e o pão (em verso)

Revolve o campo,
remexe a terra,
semeia um tanto
pela primavera.
Decorre o tempo,
cresce a planta
e o sentimento
ao céu levanta.
Depois desfolha,
sempre a preceito,
sem uma escolha
do mesmo jeito.
Vem o despontar
(de certa maneira),
ou desbandeirar
à soalheira.
Tira as barbelas,
que o tempo urge,
sem sequelas
o apanhar surge.
Leva as espigas
para o palheiro
e sem intrigas
escapela primeiro.
O descamisar
fá-lo em grupo,
para o aliviar
de ouvir um apupo.
Ecoam cantigas,
dão-se em abraços,
no aparecer espigas
de rei a espaços.
Faz a debulha,
os grãos põe na eira,
disso se orgulha
de outra maneira.
Ao sol fica à seca
por algum tempo,
depois da espera
chega o momento.
Vai para moer
no moínho do rio,
é o leve sofrer
dias a fio.
Feito em farinha
trá-lo para casa,
em sacos de linha
na arca os vasa.
De tempos a tempos
na gamela a amassa,
sem contratempos
tudo ultrapassa.
Depois de moldada,
pelas mãos da mulher,
a forma é criada
numa mesa qualquer.
É levada ao forno
para o seu cozimento,
sem fazer transtorno
mas com sentimento.
Passada a sua hora,
com toda a atenção,
retira sem demora
o tão ansiado pão.
Nuance passada
que não foi à toa,
é agora chegada
a esperada broa!...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

"Belanazirató"

Quem ler o título deste texto, certamente, inquirir-se-à: -Que é isto? Que nome é este?...
Viajamos até à década de 60...eu, minha irmã e a nossa prima Anabela juntávamo-nos amiudadas vezes e nessas reuniões, muitas eram dedicadas a cantarolar as cantigas da época, sob a perspectiva de fazermos uma espécie de grupo vocal, mas com umas desafinadas vozes (pelo menos a minha, as vozes femininas nem tanto...). Eram as canções da Madalena Iglésias, Simone de Oliveira, António Calvário, Paco Bandeira, Francisco José, José Cid, Frei Hermano da Câmara, Fernando Farinha, Max, Paula Ribas, Natércia Barreto, Suzy Paula, Hermínia Silva, Amália Rodrigues, Florbela Queirós, Rui de Mascarenhas, António Mourão, Tony de Matos, Teresa Tarouca, etc. e alguns estrangeiros, Adamo, Nicola de Bari, Gigliola Cinquetti, Tom Jones, Engelbert Humperdinck, Roberto Carlos, Nelson Ned, Nilton César, Cliff Richard, etc.
Por vezes, passávamos tardes a cantar, lendo as letras que na época eram vendidas na rua pelos invisuais, e/ou na compra da revista Mundo da Canção (publicação, daquele tempo, exclusivamente de letras de canções).
A certa altura decidimos colocar um nome ao nosso grupo e, vai não vai, ficou o "Belanazirató"... já lá vão cerca de quarenta anos. Como o tempo passa!...



foto de José Casimiro Rodrigues Martins (Maria Alzira e Anabela (em cima) e António Manuel (em baixo), no fontanário das Ladeiras, década de 60)

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Coimbra - Dois de muitos pormenores 2

ESTÁDIO CIDADE DE COIMBRA

O Estádio Cidade de Coimbra foi construído ao abrigo e em consonância com as diversas edificações e melhoramentos de estádios, aquando da organização do Campeonato da Europa de Futebol de 2004, em Portugal (onde se disputou a sua fase final). Este recinto desportivo é habitualmente utilizado pela Associação Académica de Coimbra-ASF, tem uma capacidade de 30 mil lugares, as medidas do relvado são de 105x70 metros, foi inaugurado a 29 de Outubro de 2003 e fica localizado no Lugar das Piscinas, em Coimbra.

foto de António Martins (Estádo Cidade de Coimbra e zona envolvente, foto tirada desde o Penedo da Saudade em Abril de 2006)

PENEDO DA SAUDADE

Local mítico de Coimbra, de onde se avista uma deslumbrante panorâmica da cidade. Ali se encontraram, através dos tempos, milhares de casalinhos de namorados, por ali passaram inúmeros estudantes para estudar e/ou conviver, ali permaneceram largas horas, por dia, centenas de artistas (pintores, escritores, poetas, desenhadores, escultores, etc.). Ali se fizeram muitas e muitas serenatas, onde o fado de Coimbra teve papel de realce. Tem sido, ao longo dos séculos, palco de muitas vivências. Quando os estudantes se formam e regressam aos seus locais de origem é sempre um local habitual para as suas despedidas nostálgicas à cidade. Muitas vezes deixam registada a ocasião com a colocação de lápides com mensagens, sempre sentimentais e revestidas de saudades para sempre...


foto de António Martins (Penedo da Saudade, Coimbra - Abril de 2006)

Canto da parede (Ladeiras)

Como quem vai das Ladeiras para Cimo de Alvém, é o nome dado à zona seguinte ao lavadouro até quase ao final da povoação.
Noutros tempos existiam por ali muitas courelas, todas amanhadas, de diversos proprietários. No entanto a casa da família Matos predominava como grande proprietária de grande parte daquelas parcelas de terreno.
A cultura mais implantada por ali era a do milho, para além das batatas... mas era bastante diversificada.
Hoje já nada é assim...

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Vésperas de S. Martinho

Rezam os detalhes da memória,
dos remotos tempos do tempo;
que por esta altura a história
abalava, um pouco, o sofrimento!...

Era a grande corrida aos soitos
em busca da esperada castanha;
por entre os matos e magoitos
usava-se da mesma artimanha!...

Comiam-se, às vezes, assadas,
acompanhadas com o belo vinho,
também eram cozidas e piládas,
pelo festivo dia de São Martinho!...

Surgia, assim, uma breve pausa
no árduo trabalho campestre,
todos unidos pela mesma causa,
sob a sábia orientação do mestre!...

Acontecia a abertura das pipas,
para beber o vinho que era novo;
em solene empatia com as ditas,
era a efémera alegria do povo!...

sábado, 8 de novembro de 2008

Monumentos XXIII - Castelo de Penela

Castelo de interesse histórico, inserido na vila de Penela (do distrito e diocese de Coimbra, que recebeu foral em 1131, com cerca de 3900 habitantes), com uma larga cerca de muralhas amealhadas (sécs. XI-XII).


foto de António Martins (Castelo de Penela, vista parcial - Janeiro de 2008)

sábado, 1 de novembro de 2008

Um casamento pouco habitual de oriundos da serra, está prestes a fazer 50 anos

O matrimónio católico do presidente da Comissão de Melhoramentos de Ladeiras de Góis está quase a comemorar cinquenta anos, com efeito esse enlace matrimonial realizou-se a 25 de Janeiro de 1959.
Há a salientar um facto surpreendente para o tempo, um natural das Ladeiras foi desposar uma alentejana, e esse culminar foi concretizado em terras alentejanas.
Luís António Rodrigues Martins que havia vindo para a capital para trabalhar na empresa onde meu pai já trabalhava (Custódio Alves, Lda., com sede na Calçada dos Cavaleiros), e cujo negócio era o de comercialização de fazendas, pronto-a-vestir e por medida, veio a tomar parte em muitas feiras temporais (onde a empresa participava), que se realizavam por todo o sul do país, no Alentejo e Algarve, muitas vezes com o meu pai (ficam mais alguns nomes de colegas de então: - Gastão, Bartolomeu, Vítor, Silvestre, Amadeu, etc.). Ora foi no exercício dessa actividade que o meu tio Luís veio a conhecer a minha tia Joaquina (Joaquina Boa-Nova da Cunha, natural de Estremoz).
Daí o casamento ter sido concretizado na belíssima cidade alentejana de Estremoz, mais precisamente na sua Igreja Matriz (Igreja de Nossa Senhora do Castelo) e o inerente "copo de água", em casa dos pais na noiva, na mesma cidade.




foto de fotógrafo local (Noivos e convidados junto à porta da Igreja Matriz de Estremoz, em 25 de Janeiro de 1959)

Após o casamento o meu tio Luís foi destacado para gerir uma loja da empresa Custódio Alves, em Coruche, localidade onde permaneceu alguns anos.

Desta união nasceram dois "rebentos", um do sexo masculino, Luís António (que nasceu em Coruche), outro do sexo feminino, Ana Paula.
A vida profissional de Luís António Rodrigues Martins continuou ligada ao comércio de pronto-a-vestir e por medida (muitos anos, conjuntamente com o meu pai e com o tio Armando).
Hoje tem um estabelecimento seu, com o seu filho, na Rua dos Fanqueiros, em Lisboa. A esposa teve sempre a profissão de doméstica.
E no próximo 25 de Janeiro comemoram as Bodas de Ouro...
Os votos das maiores felicidades dos administradores de Notas de Carvalhal-Miúdo e Ladeiras de Góis.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Casal dos Moínhos "Loureiro" (Há cerca de 25 anos)


foto de Adriano Filipe (gentilmente cedida)
(Casal dos Moínhos, "Loureiro" - foto tirada há cerca de vinte e cinco anos)

domingo, 26 de outubro de 2008

António Fernandes Olivença

Natural do Soeirinho, concelho de Pampilhosa da Serra, veio casar-se a Carvalhal-Miúdo, com uma das últimas moças casadoiras, daí naturais... minha prima Maria Helena. Desse matrimónio surgiu ao mundo um descendente do sexo feminino, Paula Cristina.
Trabalhou, quando solteiro, nas cozinhas de diversos Hospitais Civis de Lisboa.
Cumpriu serviço militar, numa das ex-colónias, Guiné, numa melindrosa época, pois a guerra tinha ecludido, sendo aquele ambiente assaz fervilhante... sempre em guerrilhas permanentes.

foto de fotógrafo de empresa fotográfica (Casamento de Maria Helena Rodrigues Bandeira e António Fernandes Olivença, Igreja de S.Vicente de Fora, em Lisboa, 6 de Outubro de 1968)
O seu casamento com Maria Helena (foto acima), teve lugar na Igreja de S.Vicente de Fora, em Lisboa, ao dia 6 de Outubro de 1968. O respectivo copo de água aconteceu no restaurante Imperial do Rato, igualmente, em Lisboa.
Continuou pelos Hospitais Civis, mas alguns anos depois (poucos) começou a dedicar-se à actividade profissional que praticou até aos seus últimos dias, ligada à construção civil (venda de materiais para esse efeito).
Mais tarde, chegou a ser sócio do meu tio Casimiro com uma estância sita numa rua perpendicular à Calçado do Carmo, a "Estância do Carmo".
Com problemas de saúde, viu-se forçado a abandonar o seu trabalho (resistindo a essa situação até ao limite das forças) e veio a falecer na sua meia idade.
Tinha tanto de mau na sua postura própria (o que culminou no seu próprio prejuízo. Na sua vida, na sua saúde e no seu percurso profissional), como de bom (seu generoso coração, amigo do seu semelhante) para com os outros.

Coimbra - Dois de muitos pormenores

HOTEL QUINTA DAS LÁGRIMAS

Uma das mais belas histórias de amor de sempre...
A Quinta das Lágrimas é muito mais que apenas um hotel de Charme. Ao conforto dos seus quartos e salas alia-se um passado histórico e uma lenda de amor que se perde no tempo. Foi aqui que no século XIV se viveram os amores proibidos do Príncipe Pedro por uma linda donzela galega chamada Inês de Castro. Conta a lenda que foi na Quinta das Lágrimas que Inês chorou pela última vez, ao ser trespassada pelos punhais de três fidalgos aos quais o pai de Pedro, o Rei Afonso IV, ordenara a sua morte. O sangue que então derramou ainda hoje dá cor às pedras da fonte que nasceu das suas lágrimas.
Gostava tanto de ter nascido aqui...
Natureza, charme, história, elegância, experiências... é assim a essência da Quinta das Lágrimas, um retiro de conforto num palácio do século XVIII restaurado em toda a sua grandiosidade. Durante séculos um santuário privado de família por onde passaram Reis e Imperadores, a Quinta das Lágrimas está agora aberta a todos quantos apreciem a arte de bem viver... e que queiram descobrir a lenda do amor de Pedro e Inês.
in panfleto publicitário do Hotel Quinta das Lágrimas

foto de António Martins (Hotel Quintas Lágrimas, Coimbra - Janeiro de 2008)

JARDIM BOTÂNICO

Um verdadeiro pulmão natural no interior da cidade de Coimbra. Poderemos encontrar variadíssimas espécies de árvores e plantas (algumas com séculos de vida), num verdadeiro espaço de aprazível e bonito ambiente. Por lá existem locais onde se pode namorar, conversar, ler, meditar, enfim passar um dia (uma manhã, ou tarde) em plena paz espiritual, num saudável confronto com puros elementos da natureza.
É um local convidativo... e que deverá ser visitado, nesta majestosa, histórica, culta e lindíssima cidade de Coimbra.


foto de António Martins (Jardim Botânico, Coimbra - Abril de 2006)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Almoço da Comissão de Melhoramentos de Ladeiras de Góis

A Comissão de Melhoramentos de Ladeiras de Góis irá realizar, no próximo dia 1 de Novembro, um almoço de confraternização, na sua Casa de Convívio, em Ladeiras de Góis, tal como se tem feito nos anos anteriores.
O almoço será seguido de venda de artesanato e de uma tarde convívio com um magusto tradicional.
Conforme dita a tradição, o almoço será: torresmada da Beira Serra, sopa caseira, vinhos, sumos, águas, cafés e digestivos e o preço será de 10,00€.

As marcações poderão ser efectuadas junto de qualquer membro da Direcção ou através dos contactos: 218 877 711, 965 031 937 - Sr. Luís Martins; 218 516 102, 917 260 714 - Sr. António Martins ou 963 961 441, 963 961 746 - Sr. Albertino Olivença

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Os meus pais, antes de mim

Meus pais casaram-se a 19 de Maio de 1954, já lá vão 54 anos (é obra!...).
O matrimónio foi celebrado na Igreja Matriz de Góis, pelo pároco da diocese, de então, Padre Belarmino Rodrigues Soeiro (o blogue, da aldeia vizinha do Esporão "Aldeia do Esporão", lançou texto com imagem fazendo referência à sua pessoa), que era muito querido de todos os paroqueanos. Os meus pais ainda o relembram de forma muito carinhosa.
Para a cerimónia católica estavam convidadas 13 pessoas (entre os quais os padrinhos...da noiva, Manuel Bandeira e Arminda Martins Bandeira, do Esporão (Boleirinha) e do noivo, Casimiro Rodrigues e Olinda Martins Rodrigues, os futuros sogros, que haviam sido padrinhos de baptismo, tal como acontecera com os padrinhos da noiva. Era usual, naquele tempo, este procedimento) e arranjou-se à última da hora um outro elemento (13 era número de azar...) o, então ainda criança, David, do Esporão, irmão do meu futuro tio José Casimiro (tendo em linha de referência a data do evento sobre qual agora se escreve...).
O percurso de Carvalhal-Miúdo para Góis foi feito a pé, convidados incluídos (naquele tempo não haviam automóveis por ali), assim como o respectivo regresso.



foto referente ao dia de casamento de meus pais, 19 de Maio de 1954, autor desconhecido.


O tempo esteve com céu nublado, foi um dia em que sol permaneceu um pouco escondido.
Após o enlance matrimonial (onde foram dados os respectivos "sins" e as inerentes aceitações), os parabéns aos noivos e o regresso a Carvalhal-Miúdo, onde seria servido o jantar. Aí com mais convidados, amigos, vizinhos, como era vulgar acontecer por estas aldeias. Apesar das dificuldades as economias dos pais eram gastas com os casamentos dos filhos, onde não poderia faltar comida e bebida (às vezes por dois ou três dias...).
Para a noite de núpcias os meus avós cederam o seu quarto aos noivos (foi cá uma noite...).
Lua de mel não houve, que era coisa que por estas terras não existia.
Os meus pais são primos direitos e dizia-se, naquele tempo: - Quanto mais prima mais se lhe arrima...
Em Novembro de 1955 desta união, nasço eu e em Março de 1957, a minha mãe dá à luz a minha irmã.
Já lá vão 54 anos!...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

80º Aniversário do Regionalismo Goiense

Festa da Freguesia de Vila Nova do Ceira (25 de Outubro de 2008)


Programa

15:00 Sessão de Abertura (Abertura da Exposição) *

15:30 Intervenção sobre o Regionalismo pelo Presidente do Conselho Fiscal da C. C. Góis, Sr. António Lopes Machado

16:00 Apresentação do livro “Rosários do Amor” de Clarisse Barata Sanches

17:00 Actuação do “Grupo Cantares da Várzea”

17:30 Actuação do agrupamento “KAOS”

18:00 Teatro “Nova Geração da Várzea”

19:00 Lanche Regional

20:30 Actuação do agrupamento “KAOS”

21:00 Actuação do “Grupo Cantares da Várzea”

* Glória, H. Mourato, Henrique Tigo, Júlia Fernandes, Filipa Reis



Rua de Santa Marta, nº 47, r/c Dtº.
1150 – 293 LISBOA
Tel: 213 545 051

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Monumentos - XXII


foto de Hugo Mendonça (Capela de S. Pedro, Piodão - Maio de 2005)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Francisco Rodrigues

(Por lapso, foi indicado no texto alusivo a Manuel Rodrigues que era ele o irmão mais velho, tal não é verdade... Francisco Rodrigues era o mais velho, isso deveu-se a eu ainda ter na memória a imagem do tio "Chico" enfermo, no seu leito, e do tio Manuel não ter qualquer memória.)

Outro irmão, do grupodos nove (só um se encontra vivo, Armando), que só me recordo de ver enfermo, na sua cama. É essa a imagem que guardo na minha retina do tio "Chico".
Saiu das Ladeiras, tirou a carta de condução e estabeleceu-se com um táxi em Sintra.
Por lá conheceu uma senhora de Galamares, com a qual namorou e mais tarde contraíu matrimónio, a tia Cecília. Desta união nasceu um filho do sexo masculino, Mário.
Constituiu residência em Galamares, na casa que era dos seus sogros e, após falecimento do sogro, que possuia uma mercearia (tipo "mini-mercado") em anexo à residência, largou o negócio do táxi e passou a gerir o negócio do respectivo estabelecimento.
Em miúdo, lembro-me, que por vezes o passeio do fim-de-semana era irmos até casa do tio Francisco, em Galamares.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Santuário de Nossa Senhora da Piedade - Lousã

Situado numa belíssima zona da serra da Lousã, é um local que o viajante, religioso e não só, procura. Tudo o que em redor se encontra, e vislumbra, fornecer-nos um lugar bastante aprazível, bonito e onde se pode usufruír de um descanso espiritual, do corpo e da mente.

foto de António Martins (vista geral do Santuário - Agosto de 2008)

Tudo o que rodeia este lugar santo é muito belo (pela vegetação que por ali existe e pela inerente paisagem).

É tudo muito verde...




foto de António Martins (escadaria que nos leva à capela da Senhora da Piedade - Agosto de 2008)


foto de António Martins (Capela de Nª. Srª. da Piedade, Lousã - Agosto de 2008)

Nossa Senhora da Piedade, Raínha da Serra e da Planície Situada no coração de Portugal, na Lousã.

Se visitar este local poderá usufruír (para além do aspecto religioso), igualmente, de bons momentos de lazer ao banhar-se nas piscinas naturais, andar a pé, visitar alguns monumentos (como por exemplo o castelo). Existe por ali um restaurante onde se poderá deliciar com bons petiscos. Enfim poderá passar um belo dia de descanso e meditação, que jamais esquecerá.


sábado, 4 de outubro de 2008

Emoções (Quinta das Lágrimas-Coimbra)

Quinta das Lágrimas

Para além da beleza e da aprazibilidade que todo este local encerra, tanto no que concerne ao hotel como aos jardins circundantes, por aqui há que falar de amor. O amor que ainda hoje é referenciado, tratado (teatro, cinema, literatura, ensino, etc.), homenageado, idolatrado... o de Pedro e Inês. Neste local passou muito dessa paixão, e por aqui foi Inês de Aragão assassinada (temia-se o seu casamento, pela hipótese de Portugal perder a sua independência para Aragão e Castela).
D. Pedro desposou Inês, após a sua morte, e no trono coroou-a raínha, tornando-a D. Inês de Portugal. Ainda hoje se diz, sobre as pedras por onde corre a água da fonte das lágrimas, que têm nas suas cores alguns tons de vermelho, que tal se refere ao sangue jorrado pela posterior raínha, aquando do seu assassinato.
Estar ali e pensar em tudo isto, para além do belo que por lá existe, trás-nos imensa nostalgia...

foto de António Martins (Quinta das Lágrimas, Coimbra - Janeiro de 2008)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Determinantes V

RIO MONDEGO (Em Penacova)

Do rio correm as águas
que me vão lavar o pranto...
limpando as velhas mágoas
e aumentando o seu manto!...

foto de António Martins (Rio Mondego passando por Penacova - Março de 2006)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

A casa de meus avós (Carvalhal-Miúdo)

Na foto abaixo vemos, o que poderemos considerar, a entrada principal de uma casa "sui generis". Há uma entrada junto à escadaria que corta a aldeia (parte fundeira), que vai para a zona de cozinha e onde existe um grande salão onde eram tomadas as refeições. Ao fundo (lado oposto) uma porta, que dá para um pequeno terraço com umas escadas que dão para uma porta gradeada (em ferro), onde está a terceira hipótese de entrar na casa (junto à antiga quintã, habitáculo anual dos suínos), por cima dela a casa de banho.
No terraço há uma outra porta que dá para a antiga adega, e no interior desta uma escada, em madeira, que permite o acesso à zona de quartos, inserida na parte que é observada na foto.


foto de António Martins (Carvalhal-Miúdo - Setembro de 2007)