sábado, 1 de novembro de 2008

Um casamento pouco habitual de oriundos da serra, está prestes a fazer 50 anos

O matrimónio católico do presidente da Comissão de Melhoramentos de Ladeiras de Góis está quase a comemorar cinquenta anos, com efeito esse enlace matrimonial realizou-se a 25 de Janeiro de 1959.
Há a salientar um facto surpreendente para o tempo, um natural das Ladeiras foi desposar uma alentejana, e esse culminar foi concretizado em terras alentejanas.
Luís António Rodrigues Martins que havia vindo para a capital para trabalhar na empresa onde meu pai já trabalhava (Custódio Alves, Lda., com sede na Calçada dos Cavaleiros), e cujo negócio era o de comercialização de fazendas, pronto-a-vestir e por medida, veio a tomar parte em muitas feiras temporais (onde a empresa participava), que se realizavam por todo o sul do país, no Alentejo e Algarve, muitas vezes com o meu pai (ficam mais alguns nomes de colegas de então: - Gastão, Bartolomeu, Vítor, Silvestre, Amadeu, etc.). Ora foi no exercício dessa actividade que o meu tio Luís veio a conhecer a minha tia Joaquina (Joaquina Boa-Nova da Cunha, natural de Estremoz).
Daí o casamento ter sido concretizado na belíssima cidade alentejana de Estremoz, mais precisamente na sua Igreja Matriz (Igreja de Nossa Senhora do Castelo) e o inerente "copo de água", em casa dos pais na noiva, na mesma cidade.




foto de fotógrafo local (Noivos e convidados junto à porta da Igreja Matriz de Estremoz, em 25 de Janeiro de 1959)

Após o casamento o meu tio Luís foi destacado para gerir uma loja da empresa Custódio Alves, em Coruche, localidade onde permaneceu alguns anos.

Desta união nasceram dois "rebentos", um do sexo masculino, Luís António (que nasceu em Coruche), outro do sexo feminino, Ana Paula.
A vida profissional de Luís António Rodrigues Martins continuou ligada ao comércio de pronto-a-vestir e por medida (muitos anos, conjuntamente com o meu pai e com o tio Armando).
Hoje tem um estabelecimento seu, com o seu filho, na Rua dos Fanqueiros, em Lisboa. A esposa teve sempre a profissão de doméstica.
E no próximo 25 de Janeiro comemoram as Bodas de Ouro...
Os votos das maiores felicidades dos administradores de Notas de Carvalhal-Miúdo e Ladeiras de Góis.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Casal dos Moínhos "Loureiro" (Há cerca de 25 anos)


foto de Adriano Filipe (gentilmente cedida)
(Casal dos Moínhos, "Loureiro" - foto tirada há cerca de vinte e cinco anos)

domingo, 26 de outubro de 2008

António Fernandes Olivença

Natural do Soeirinho, concelho de Pampilhosa da Serra, veio casar-se a Carvalhal-Miúdo, com uma das últimas moças casadoiras, daí naturais... minha prima Maria Helena. Desse matrimónio surgiu ao mundo um descendente do sexo feminino, Paula Cristina.
Trabalhou, quando solteiro, nas cozinhas de diversos Hospitais Civis de Lisboa.
Cumpriu serviço militar, numa das ex-colónias, Guiné, numa melindrosa época, pois a guerra tinha ecludido, sendo aquele ambiente assaz fervilhante... sempre em guerrilhas permanentes.

foto de fotógrafo de empresa fotográfica (Casamento de Maria Helena Rodrigues Bandeira e António Fernandes Olivença, Igreja de S.Vicente de Fora, em Lisboa, 6 de Outubro de 1968)
O seu casamento com Maria Helena (foto acima), teve lugar na Igreja de S.Vicente de Fora, em Lisboa, ao dia 6 de Outubro de 1968. O respectivo copo de água aconteceu no restaurante Imperial do Rato, igualmente, em Lisboa.
Continuou pelos Hospitais Civis, mas alguns anos depois (poucos) começou a dedicar-se à actividade profissional que praticou até aos seus últimos dias, ligada à construção civil (venda de materiais para esse efeito).
Mais tarde, chegou a ser sócio do meu tio Casimiro com uma estância sita numa rua perpendicular à Calçado do Carmo, a "Estância do Carmo".
Com problemas de saúde, viu-se forçado a abandonar o seu trabalho (resistindo a essa situação até ao limite das forças) e veio a falecer na sua meia idade.
Tinha tanto de mau na sua postura própria (o que culminou no seu próprio prejuízo. Na sua vida, na sua saúde e no seu percurso profissional), como de bom (seu generoso coração, amigo do seu semelhante) para com os outros.

Coimbra - Dois de muitos pormenores

HOTEL QUINTA DAS LÁGRIMAS

Uma das mais belas histórias de amor de sempre...
A Quinta das Lágrimas é muito mais que apenas um hotel de Charme. Ao conforto dos seus quartos e salas alia-se um passado histórico e uma lenda de amor que se perde no tempo. Foi aqui que no século XIV se viveram os amores proibidos do Príncipe Pedro por uma linda donzela galega chamada Inês de Castro. Conta a lenda que foi na Quinta das Lágrimas que Inês chorou pela última vez, ao ser trespassada pelos punhais de três fidalgos aos quais o pai de Pedro, o Rei Afonso IV, ordenara a sua morte. O sangue que então derramou ainda hoje dá cor às pedras da fonte que nasceu das suas lágrimas.
Gostava tanto de ter nascido aqui...
Natureza, charme, história, elegância, experiências... é assim a essência da Quinta das Lágrimas, um retiro de conforto num palácio do século XVIII restaurado em toda a sua grandiosidade. Durante séculos um santuário privado de família por onde passaram Reis e Imperadores, a Quinta das Lágrimas está agora aberta a todos quantos apreciem a arte de bem viver... e que queiram descobrir a lenda do amor de Pedro e Inês.
in panfleto publicitário do Hotel Quinta das Lágrimas

foto de António Martins (Hotel Quintas Lágrimas, Coimbra - Janeiro de 2008)

JARDIM BOTÂNICO

Um verdadeiro pulmão natural no interior da cidade de Coimbra. Poderemos encontrar variadíssimas espécies de árvores e plantas (algumas com séculos de vida), num verdadeiro espaço de aprazível e bonito ambiente. Por lá existem locais onde se pode namorar, conversar, ler, meditar, enfim passar um dia (uma manhã, ou tarde) em plena paz espiritual, num saudável confronto com puros elementos da natureza.
É um local convidativo... e que deverá ser visitado, nesta majestosa, histórica, culta e lindíssima cidade de Coimbra.


foto de António Martins (Jardim Botânico, Coimbra - Abril de 2006)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Almoço da Comissão de Melhoramentos de Ladeiras de Góis

A Comissão de Melhoramentos de Ladeiras de Góis irá realizar, no próximo dia 1 de Novembro, um almoço de confraternização, na sua Casa de Convívio, em Ladeiras de Góis, tal como se tem feito nos anos anteriores.
O almoço será seguido de venda de artesanato e de uma tarde convívio com um magusto tradicional.
Conforme dita a tradição, o almoço será: torresmada da Beira Serra, sopa caseira, vinhos, sumos, águas, cafés e digestivos e o preço será de 10,00€.

As marcações poderão ser efectuadas junto de qualquer membro da Direcção ou através dos contactos: 218 877 711, 965 031 937 - Sr. Luís Martins; 218 516 102, 917 260 714 - Sr. António Martins ou 963 961 441, 963 961 746 - Sr. Albertino Olivença

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Os meus pais, antes de mim

Meus pais casaram-se a 19 de Maio de 1954, já lá vão 54 anos (é obra!...).
O matrimónio foi celebrado na Igreja Matriz de Góis, pelo pároco da diocese, de então, Padre Belarmino Rodrigues Soeiro (o blogue, da aldeia vizinha do Esporão "Aldeia do Esporão", lançou texto com imagem fazendo referência à sua pessoa), que era muito querido de todos os paroqueanos. Os meus pais ainda o relembram de forma muito carinhosa.
Para a cerimónia católica estavam convidadas 13 pessoas (entre os quais os padrinhos...da noiva, Manuel Bandeira e Arminda Martins Bandeira, do Esporão (Boleirinha) e do noivo, Casimiro Rodrigues e Olinda Martins Rodrigues, os futuros sogros, que haviam sido padrinhos de baptismo, tal como acontecera com os padrinhos da noiva. Era usual, naquele tempo, este procedimento) e arranjou-se à última da hora um outro elemento (13 era número de azar...) o, então ainda criança, David, do Esporão, irmão do meu futuro tio José Casimiro (tendo em linha de referência a data do evento sobre qual agora se escreve...).
O percurso de Carvalhal-Miúdo para Góis foi feito a pé, convidados incluídos (naquele tempo não haviam automóveis por ali), assim como o respectivo regresso.



foto referente ao dia de casamento de meus pais, 19 de Maio de 1954, autor desconhecido.


O tempo esteve com céu nublado, foi um dia em que sol permaneceu um pouco escondido.
Após o enlance matrimonial (onde foram dados os respectivos "sins" e as inerentes aceitações), os parabéns aos noivos e o regresso a Carvalhal-Miúdo, onde seria servido o jantar. Aí com mais convidados, amigos, vizinhos, como era vulgar acontecer por estas aldeias. Apesar das dificuldades as economias dos pais eram gastas com os casamentos dos filhos, onde não poderia faltar comida e bebida (às vezes por dois ou três dias...).
Para a noite de núpcias os meus avós cederam o seu quarto aos noivos (foi cá uma noite...).
Lua de mel não houve, que era coisa que por estas terras não existia.
Os meus pais são primos direitos e dizia-se, naquele tempo: - Quanto mais prima mais se lhe arrima...
Em Novembro de 1955 desta união, nasço eu e em Março de 1957, a minha mãe dá à luz a minha irmã.
Já lá vão 54 anos!...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

80º Aniversário do Regionalismo Goiense

Festa da Freguesia de Vila Nova do Ceira (25 de Outubro de 2008)


Programa

15:00 Sessão de Abertura (Abertura da Exposição) *

15:30 Intervenção sobre o Regionalismo pelo Presidente do Conselho Fiscal da C. C. Góis, Sr. António Lopes Machado

16:00 Apresentação do livro “Rosários do Amor” de Clarisse Barata Sanches

17:00 Actuação do “Grupo Cantares da Várzea”

17:30 Actuação do agrupamento “KAOS”

18:00 Teatro “Nova Geração da Várzea”

19:00 Lanche Regional

20:30 Actuação do agrupamento “KAOS”

21:00 Actuação do “Grupo Cantares da Várzea”

* Glória, H. Mourato, Henrique Tigo, Júlia Fernandes, Filipa Reis



Rua de Santa Marta, nº 47, r/c Dtº.
1150 – 293 LISBOA
Tel: 213 545 051

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Monumentos - XXII


foto de Hugo Mendonça (Capela de S. Pedro, Piodão - Maio de 2005)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Francisco Rodrigues

(Por lapso, foi indicado no texto alusivo a Manuel Rodrigues que era ele o irmão mais velho, tal não é verdade... Francisco Rodrigues era o mais velho, isso deveu-se a eu ainda ter na memória a imagem do tio "Chico" enfermo, no seu leito, e do tio Manuel não ter qualquer memória.)

Outro irmão, do grupodos nove (só um se encontra vivo, Armando), que só me recordo de ver enfermo, na sua cama. É essa a imagem que guardo na minha retina do tio "Chico".
Saiu das Ladeiras, tirou a carta de condução e estabeleceu-se com um táxi em Sintra.
Por lá conheceu uma senhora de Galamares, com a qual namorou e mais tarde contraíu matrimónio, a tia Cecília. Desta união nasceu um filho do sexo masculino, Mário.
Constituiu residência em Galamares, na casa que era dos seus sogros e, após falecimento do sogro, que possuia uma mercearia (tipo "mini-mercado") em anexo à residência, largou o negócio do táxi e passou a gerir o negócio do respectivo estabelecimento.
Em miúdo, lembro-me, que por vezes o passeio do fim-de-semana era irmos até casa do tio Francisco, em Galamares.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Santuário de Nossa Senhora da Piedade - Lousã

Situado numa belíssima zona da serra da Lousã, é um local que o viajante, religioso e não só, procura. Tudo o que em redor se encontra, e vislumbra, fornecer-nos um lugar bastante aprazível, bonito e onde se pode usufruír de um descanso espiritual, do corpo e da mente.

foto de António Martins (vista geral do Santuário - Agosto de 2008)

Tudo o que rodeia este lugar santo é muito belo (pela vegetação que por ali existe e pela inerente paisagem).

É tudo muito verde...




foto de António Martins (escadaria que nos leva à capela da Senhora da Piedade - Agosto de 2008)


foto de António Martins (Capela de Nª. Srª. da Piedade, Lousã - Agosto de 2008)

Nossa Senhora da Piedade, Raínha da Serra e da Planície Situada no coração de Portugal, na Lousã.

Se visitar este local poderá usufruír (para além do aspecto religioso), igualmente, de bons momentos de lazer ao banhar-se nas piscinas naturais, andar a pé, visitar alguns monumentos (como por exemplo o castelo). Existe por ali um restaurante onde se poderá deliciar com bons petiscos. Enfim poderá passar um belo dia de descanso e meditação, que jamais esquecerá.


sábado, 4 de outubro de 2008

Emoções (Quinta das Lágrimas-Coimbra)

Quinta das Lágrimas

Para além da beleza e da aprazibilidade que todo este local encerra, tanto no que concerne ao hotel como aos jardins circundantes, por aqui há que falar de amor. O amor que ainda hoje é referenciado, tratado (teatro, cinema, literatura, ensino, etc.), homenageado, idolatrado... o de Pedro e Inês. Neste local passou muito dessa paixão, e por aqui foi Inês de Aragão assassinada (temia-se o seu casamento, pela hipótese de Portugal perder a sua independência para Aragão e Castela).
D. Pedro desposou Inês, após a sua morte, e no trono coroou-a raínha, tornando-a D. Inês de Portugal. Ainda hoje se diz, sobre as pedras por onde corre a água da fonte das lágrimas, que têm nas suas cores alguns tons de vermelho, que tal se refere ao sangue jorrado pela posterior raínha, aquando do seu assassinato.
Estar ali e pensar em tudo isto, para além do belo que por lá existe, trás-nos imensa nostalgia...

foto de António Martins (Quinta das Lágrimas, Coimbra - Janeiro de 2008)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Determinantes V

RIO MONDEGO (Em Penacova)

Do rio correm as águas
que me vão lavar o pranto...
limpando as velhas mágoas
e aumentando o seu manto!...

foto de António Martins (Rio Mondego passando por Penacova - Março de 2006)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

A casa de meus avós (Carvalhal-Miúdo)

Na foto abaixo vemos, o que poderemos considerar, a entrada principal de uma casa "sui generis". Há uma entrada junto à escadaria que corta a aldeia (parte fundeira), que vai para a zona de cozinha e onde existe um grande salão onde eram tomadas as refeições. Ao fundo (lado oposto) uma porta, que dá para um pequeno terraço com umas escadas que dão para uma porta gradeada (em ferro), onde está a terceira hipótese de entrar na casa (junto à antiga quintã, habitáculo anual dos suínos), por cima dela a casa de banho.
No terraço há uma outra porta que dá para a antiga adega, e no interior desta uma escada, em madeira, que permite o acesso à zona de quartos, inserida na parte que é observada na foto.


foto de António Martins (Carvalhal-Miúdo - Setembro de 2007)

sábado, 27 de setembro de 2008

Monumentos - XXI


foto de António Martins (Pelourinho e fontanário, Aldeia das Dez - Setembro de 2004)

Costa e Vale da Cova (Carvalhal-Miúdo)

Sítios onde, noutros tempos, a preponderância vegetativa se dava pela existência de diversos soitos. Nestes dois pólos do território circundante a Carvalhal-Miúdo vislumbravam-se castanheiros com alguma abundância.
Por ali se apanhava muita castanha para se fazerem os tão populares magustos. Isto acontecia, normalmente, no natural percurso do outono para o inverno.
Meu pai contou-me, acerca dos magustos, que ele e o seu amigo Fernando (seu contemporâneo), das Ladeiras, enquanto muito jovens, guardavam larga quantidade de castanhas (já assadas) e enterravam-nas no solo para, assim, poderem comer castanha assada durante muito tempo. Este acto, segundo ele, não fazia perder qualidade a este fruto, antes pelo contrário, ainda lhe melhorava o sabor.
Tudo isto se alterou com a passagem do tempo e com a modificação da natureza e a sua transformação sucessiva, levada a cabo pelo homem.
Hoje só, quase, por lá existem, infelizmente, eucaliptos... para além de dois ou três castanheiros, que teimam em resistir ao passar dos tempos e à sofreguidão dos interesses humanos. Para além da desertificação da região que levou à inexistência dos devidos cuidados para com o padrão vegetativo que deveria ter sido preservado.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Monumentos - XX


foto de António Martins (Igreja de Stª. Maria da Alcáçova, Montemor-o-Velho - Março de 2005)

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

"Lola" & "Mirito" (singela homenagem)

Desta feita vou falar de alguém que se encontra bem vivo, aliás vivos, um casal que muito admiro, Casimiro Martins Rodrigues, natural de Carvalhal-Miúdo e Maria Aurora Nunes Henriques Rodrigues, natural de Lisboa (mas com ascendência no Esporão)... os meus tios Casimiro e Aurora.
Casimiro, filho mais novo dos meus avós (Casimiro e Olinda), único do sexo masculino, foi para Lisboa para trabalhar nos "trapos", junto do tio António, na Calçada do Carmo. Viveu em casa dos meus pais e foi meu companheiro de quarto, durante a minha meninice. Cumpriu o serviço militar em Santa Margarida, e em 1960 foi chamado para a Índia (Goa). Foi um dos últimos naquele território asiático, sob as ordens de Vassalo e Silva. Esta situação trouxe alguma ansiedade a toda a família, pois após a rendição das tropas portuguesas (contrariamente ao que Salazar pretendia) levou à prisão de todos eles, por meses, e por cá era desconhecido o paradeiro dos soldados, em particular (pelo nosso interesse familiar) do tio Casimiro.
Enquanto isso a tia Aurora largava os estudos escolares e iniciava a sua actividade profissional ao balcão de uma das lojas mais importantes de Lisboa (no comércio de roupa interior de senhora) a "Meia Hora", na Trindade.



Podemos observar, em cima, o bilhete postal enviado pelo tio Casimiro, a 1 de Maio de 1960, com a imagem do Paquete "Niassa" (que transportou as tropas portuguesas), quando se prestava a passar por Porto Saíde, no Egipto, e nos dava a previsão da chegada à Índia para dia 14.
Foram momentos de grande amargura, os referentes a esta passagem, pela falta de informação da evolução dos acontecimentos e do estado de saúde dos militares, em geral.
Creio que regressou a Portugal em 1962, estava eu na antiga 2ª. classe. Lembro-me de acordar com ele a meu lado, junto de uma prenda que me trouxe (uma metralhadora de dava luz por todos lados)... Aí, foram tempos de festa!...


(Casamento a 8-5-1966, na Igreja da Penha de França, em Lisboa)

O tio Casimiro regressou às Confecções Acar e a tia Aurora continuou a fazer o percurso para o seu local de trabalho pela Calçada do Carmo. Ora isso veio a dar azo a uma observação continua... e daí ao namoro foi um passo rápido. Casaram em 1966. Mais tarde a tia Aurora trabalhou na rua do Ouro, num estabelecimento de artigos para criança "O Bom Bebé" e ainda teve uma sociedade, no mesmo ramo, com a sua amiga Amélia, na Rua dos Remédios. O tio Casimiro trabalhou muitos anos nos "trapos", mais tarde teve uma sociedade com o primo António (já falecido), numa estância de madeiras e artigos para a construção civil. Trabalhou, ainda, no sector de artigos para desporto e lazer e hoje está na Rua dos Fanqueiros, onde voltou aos trapos. A tia Aurora depois trabalhou em diversos ramos (conforme as oportunidades vinham surgindo)... padaria, comércio de loiças e brindes, etc..

Neste momento, sei que estão no Esporão a passar as Festas de S. Miguel... Boas férias e boas festas. Adoramo-vos!...

Determinantes IV


foto de António Martins (Góis, pelos caminhos de Santiago - Setembro de 2004)

sábado, 20 de setembro de 2008

Bodas de Ouro (Arminda e José Casimiro)

Arminda Rodrigues Martins, natural de Ladeiras e José Casimiro Rodrigues Martins, natural do Esporão, comemoram hoje, dia 21 de Setembro de 2008, o 50º aniversário do seu enlace matrimonial, por consequência as denominadas "Bodas de Ouro".
A foto abaixo publicada é referente ao dia seguinte ao evento, que teve a particularidade da noiva assumir a responsabilidade de apadrinhar, pelo baptismo católico, a minha irmã Maria Alzira, em conjunto com o seu irmão Luís António (hoje presidente da Comissão de Melhoramentos das Ladeiras).

Como tudo se desenvolve num ápice e se desenrola num repente... o tempo urge!...
Parabéns aos noivos, de há cinquenta anos, com os votos de muita saúde para os anos que se vão avizinhando.

foto de Casimiro Rodrigues Martins (Da esquerda para a direita: José Casimiro, Arminda, Maria Alzira (ao colo) e Luís António, Ladeiras - 22 de Setembro de 1958)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Determinantes III

RIO ALVA
O rio Alva é um afluente do Mondego, nascendo na encosta sudoeste da Serra da Estrela, percorre cerca de 50 km até desaguar no rio Mondego, o que ocorre na localidade de Porto de Raiva, concelho de Penacova, após o Mondego ser quebrado pela Barragem da Aguieira.


foto de António Martins (Rio Alva, Ponte das Três Entradas - Setembro de 2004)