segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Determinantes I

UNIVERSIDADE DE COIMBRA
O grau de exclusividade de universidade passou para Coimbra em 1308, após concessão a Lisboa na passagem de 1288 para 1289. Regressou a Lisboa em 1348, voltou à cidade do Mondego em 1354; tornou para a capital em 1377 e acabou por se fixar em Coimbra no ano de 1537.


foto de António Martins (Universidade, Coimbra - Abril de 2006)

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Monumentos - XIX


foto de António Martins (Cristo, Calvário, Miranda do Corvo - Agosto de 2008)

Festa de S. Miguel, no Esporão

A Comissão de Melhoramentos do Esporão, com a contribuição da Equipa de Gestão da Casa de Convívio, vai levar a efeito nos próximos 26, 27 e 28 de Setembro, a tradicional festa em honra de S. Miguel (antigamente esta festa, embora sempre no Esporão, era organizada e comparticipada pelas aldeias do Esporão, Ladeiras e Carvalhal-Miúdo. Era indicado no ano antecedente ao evento um mordomo por cada aldeia para, em consonância com a C. M. Esporão, levarem a cabo a respectiva organização dos festejos).

Programa:

Dia 26, Sexta-feira
19h - Abertura do bar, quermesse e exposição e venda de artesanato;
22h - Baile e "karaoke" com o duo "Liliana e Azevedo".

Dia 27, Sábado
13h - Almoço tradicional, com sopa serrana, churrasco misto, arroz do lombo, sobremesas, cafés, etc.;
15h 30m - Actuação da Tuna Mouronhense;
22h - Baile com o conjunto típico "Estrelas Incomparáveis";
24h - Sorteio das rifas.

Dia 28, Domingo
13h 30m - Sardinhada (oferta da organização). Só têm de comprar bebidas;
17h - Inauguração das obras realizadas na Capela de S. Miguel, com celebração de missa.

Obs. - A inscrição para o almoço deve ser feita com:
- Ilda Celeste (966607136); Maria Olinda (916444455) e Manuel Baptista (919229833), ou junto de qualquer membro da Direcção e/ou da Equipa de Gestão da Casa de Convívio.

Preços:
Adultos - € 12,00;
Crianças (7 aos 12 nos) - € 6,00.

O Esporão e a sua Comissão de Melhoramentos contam com a sua presença. Certamente ír-se-à divertir imenso. Compareça!!!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Canção às Ladeiras

Letra: Graciete Barata
Música: Augusto Barata

Refrão:

Ladeiras tens recantos tão bonitos
Ladeiras és terra bem portuguesa
Dizem já todos quantos te visitam
Ai Ladeiras és Suiça portuguesa.

Meus senhores, minhas senhoras
Uma coisa eu vou dizer
Cinco escudos um tijolo
Para o convívio render.

Nossa casa de convívio
Há-de ser realidade
Com a graça dos amigos
Que ajudam de verdade.

Refrão:
Ladeiras, tens recantos tão bonitos…

Ás mulheres das Ladeiras,
Um pedido eu vou fazer
Que dêem todas as mãos
Para a capela se erguer.

Para orar com tanto ardor
Radiantes de alegria
À senhora mãe de Deus
Um pai-nosso Avé Maria

Refrão:
Ladeiras tens recantos tão bonitos…

Ter assim tantos amigos
Neste grandioso dia
Pois vieram ver a luz
Nesta nossa romaria.

Agora vou terminar
A todos muito obrigado
Para o ano se Deus quiser
De novo aqui hei-de voltar.

Refrão:
Ladeiras, tens recantos tão bonitos…







NOTA: Obrigado ao Pedro Barata pela disponibilidade de toda esta informação.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Monumentos - XVIII


foto de Hugo Mendonça (Igreja de Nossa Senhora da Conceição, Piodão - Maio de 2005)

Os anos loucos do volfrâmio e Stanley Mitchell

Foi nas décadas de 30 e 40 (com maior relevância entre 1936 e 1945) que se desenvolveu a pesquisa e procura deste minério no concelho de Góis. Esta exploração foi-se incrementando com a chegada a Góis de um engenheiro-mineiro, o britânico Stanley Mitchell, que tinha vindo para Portugal, anos antes (com 27 anos), para as Minas da Panasqueira.
Ao instalar-se em Góis, pôde verificar e comprovar a riqueza do subsolo por aquelas redondezas. Nesse sentido procurou dinamizar a indústria mineira na região, onde o volfrâmio (porque muito procurado, estávamos na iminência da Segunda Grande Guerra) ocupou papel fundamental. Chegaram a estar em actividade mais de duzentas minas e mais de quinhentos trabalhadores mineiros, empenhados naquela descoberta diária, para além de todo o pessoal adjacente que transportava o pecúlio obtido (minha mãe chegou a transportar o produto retirado, antes de ser devidamente limpo, em cestas, na zona do Rabadão) e laborava noutros sectores que no seu todo colocavam num permanente e eficaz activo a indústria mineira em Góis.
A exploração do subsolo, nas jazidas de volfrâmio (e ouro), marcaria uma importante etapa no desenvolvimento de Góis. Vieram gentes de fora e houve circulação de dinheiro, como jamais se ouvira falar. Possibilitou-se o emprego remunerado para muita gente, numa altura de muito desemprego.
A primeira venda oficial de volfrâmio, extraído do subsolo do concelho de Góis, data de 1937. Conta-se... particulares que obtinham, de forma rudimentar, o tão precioso minério, nas terras que possuiam, chegaram a vender o seu quilo por 1.500$00.
Stanley Mitchell construiu, à sua custa, a Casa de Caridade "Rosa Maria" (nome da sua filha mais nova, natural de Góis), que funcionou como pequeno hospital, equipado com os serviços de raios x e de diatermia, que mais tarde ofereceu à Associação Educativa e Recreativa de Góis (posteriormente fez parte dos corpos gerentes desta Associação).
Foi agraciado pelo Governo Português, com o grau de Oficial da Ordem de Benemerência, e homenageado pela Câmara Municipal de Góis, pela Casa do Concelho de Góis e pela Casa da Comarca de Arganil.
O seu nome está na toponímia da vila de Góis. Faleceu em Lisboa, no mês de Agosto de 1957.
Recentemente foi alvo de nova homenagem póstuma, na pessoa de uma das suas filhas.
Colaboração memorial de Casimiro Rodrigues Martins;
Recolha de dados no sítio Movimento Cidadãos por Góis.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Monumentos - XVII















fotos de António Martins (Castelo, Lousã - Agosto de 2008)

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Manuel Rodrigues

Mais um dos nove irmãos Rodrigues, nascidos nas Ladeiras, o mais velho, que eu não conheci (faleceu com a idade de 60 anos, antes do meu nascimento). Casou com uma ladeirense, Cristina, e dessa união nasceram dois filhos, Luís e António.
Ainda o Luís era pequeno, o casal rumou a Lisboa, em busca de uma melhor vida, domiciliando-se no Bairro Alto.
Na capital, começou a trabalhar numa taberna/tasca, na Travessa dos Inglesinhos, como funcionário. Toda a sua vida profissional foi ligada a esta actividade, nos seus diversos ramos, restauração, comércio de vinhos... com fugazes intromissões no negócio das mercearias.
Chegou a ser sócio do meu avô materno (seu irmão) numa taberna na Rua dos Mastros e numa mercearia na Rua de Moçambique (nesta última, sujeitaram-se a um verdadeiro percalço comercial, onde tudo saiu errado... foi uma "etapa" plena de prejuízo).
Trabalhou, depois, no restaurante Capotes Brancos, situado ao cimo da viela do elevador da Glória. Registou o seu último "prélio" comercial na loja do prédio onde residia, na Rua da Barroca, num 3º andar, abrindo, ali, um restaurante seu.
Deste lar saíram mais dois belenenses, sócios (durante muito tempo). Encontrámo-nos, muitas vezes, nos saudosos domingos de futebol no Estádio do Restelo.

Outras terras... (Miranda do Corvo)


foto de António Martins (Miranda do Corvo, vista parcial - Agosto de 2008)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Às vezes, outras vezes...

Às vezes...
procuro ansiosamente
o caminho para te encontrar!...
Outras vezes...
busco teimosamente
a forma de me afastar!...
Às vezes...
sem querer
acabo por te encontrar!...
Outras vezes...
sem querer
acabo por me afastar!...
Às vezes...
saudosamente
quero-te encontrar!...
Outras vezes...
pausadamente
quero-me afastar!...
Às vezes, às vezes!...
Outras vezes, às vezes!...
Sinto que são vezes demais,
mas gostava que mais vezes fossem!...
Às vezes...
encontro-te
sem te procurar!...
Outras vezes...
permaneço
àvido de me afastar!...
Às vezes, sou eu!...
Outras vezes, não sou!...
Tantas e tantas vezes!...
Por António Martins (Às vezes tenho disto... hoje, a esta hora)

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Carvalhal-Miúdo, paisagem...


foto de Jorge Martins (Carvalhal-Miúdo, a partir do cimo da sebe, ao fundo Góis - Agosto de 2008)

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Monumentos - XVI


foto de António Martins (Capela de Nª. Srª. das Necessidades, Monte do Colcurinho - Maio de 2005)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Outras terras... (Ponte das 3 entradas)


foto de António Martins (Ponte das 3 Entradas - Maio de 2005)

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Monumentos - XV


foto de António Martins (Castelo de Montemor-o-Velho, Março de 2005)

Barroca (Carvalhal-Miúdo)

Situada na encosta de Carvalhal-Miúdo... vai confinar com outra que desce do Esporão.
Era neste local que os meus avós possuiam umas videiras que forneciam umas uvas brancas deliciosas (aquele tipo que na giria era conhecido por "colh.. de galo").
Por lá tinham dois pequenos terrenos e uma velha casa, com telhado, para onde, temporalmente, traziam o gado, que ali ficava uns tempos a transformar o mato em esterco para posteriormente ser utilizado no adubar das terras.
O solo daqueles pedaços de terra continha muita pedra, fraga, portanto não era bom para amanhar... lá existiam oliveiras e outras espécies de árvores, para além das aludidas videiras.
Apesar de tudo era uma zona controversa, pelo que tinha de mítico, era especial para a família. O meu avô, em final de vida, vendeu aqueles terrenos, o que veio consistir em enorme desgosto e frustração, pelo vazio que trouxe a sua perda, para a maior parte dos membros da família...

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Nélson Évora, campeão olímpico (Triplo Salto)

Pequim 2008 - Jogos Olímpicos...
Já temos um campeão olímpico, já temos uma medalha de ouro.
Nélson Évora, no triplo salto, saltou 17,67mts (ao seu 4º. ensaio) e sagrou-se campeão olímpico, ganhando, assim, o tão almejado ouro.
Acabou de dar a volta de honra ao estádio, levando consigo a bandeira lusa.
Parabéns campeão!!!
Obrigado por seres amigo do meu filho...


foto de Gonçalo Lobo Pinheiro (Nélson Évora, Taça da Europa, Grupo B da I Liga , Milão (Itália) - Junho de 2007)

Monumentos - XIV


foto de Hugo Mendonça (Monumento a José Nunes de Oliveira Santos, fundador dos Armazéns do Chiado (Lisboa), Barril de Alva - Maio de 2005)

António Rodrigues

Falamos, hoje, sobre mais um irmão do meu avô materno e da minha avó paterna... De todos os irmãos, talvez aquele que conseguiu acumular mais património, pelo menos à primeira vista.
Veio para Lisboa trabalhar para os "trapos" (termo com que, na giria, denominávamos o ramo comercial da venda de pronto-a-vestir e de alfaiataria. No tempo em que ele começou, o vender obra já feita, resumia-se a modelos e confecção um pouco inconsistentes), para empregado da firma Rodrigues & Rodrigues, na rua de S.Paulo.
Por Lisboa casou com a D. Ilda (que assim ficou a ser tia do meu pai, e dos outros sobrinhos... mais tarde, minha tia também) e desse matrimónio nasceram três seres do sexo feminino (Helena, Odete e Palmira, mais conhecida por "Bibi") e um do sexo masculino (Carlos).
Foi o tio António Rodrigues que foi buscar o meu pai às Ladeiras, sua terra de nascimento, e o trouxe para sua casa, em Lisboa, em 15 de Outubro de 1940, tinha ele dez anos. Desse modo veio recriar na sua mente o gosto pela actividade que exercia, que depois veio a ser a vida profissional do meu pai.
Chegou a ter quatro estabelecimentos ao mesmo tempo... aquele que foi o primeiro e se manteve até aos fim dos seus dias, na Calçada do Carmo (Confecções Acar), ao fundo dessa rua no seguimento para a Estação da CP, do Rossio, do lado esquerdo manteve, durante algum tempo, um pequeno Bar, e possuiu uma loja na Arruda-dos-Vinhos e outra em Alverca, dedicadas ao mesmo ramo de actividade da original, ambas com alfaiataria.
A sua residência era no mesmo prédio da loja da Calçada do Carmo. Teve algumas conotações com a vida boémia, onde algumas mulheres estiveram nesse desiderato... não sei se terá sido verdade, ou se terá sido manifestação da má língua e do desencanto.
Tinha uma casa em Capelas, perto de Torres Vedras, onde realizou grandes encontros de família, com belos almoços, amistosos e deslumbrantes... com muita alegria e são convívio. Tanto o meu padrinho como o meu avô, o referenciaram até ao fim de suas vidas.
Parece que neste momento ainda me soa ao ouvido o som da sua rouca voz...

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Monumentos - XIII


foto de Hugo Mendonça (Igreja Matriz ou de S.Bartolomeu, Aldeia das Dez - Maio de 2005)

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Monumentos - XII


foto de António Martins (Igreja de Santa Cruz, Coimbra - Dezembro de 2005)