sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Carvalhal-Miúdo, paisagem...


foto de Jorge Martins (Carvalhal-Miúdo, a partir do cimo da sebe, ao fundo Góis - Agosto de 2008)

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Monumentos - XVI


foto de António Martins (Capela de Nª. Srª. das Necessidades, Monte do Colcurinho - Maio de 2005)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Outras terras... (Ponte das 3 entradas)


foto de António Martins (Ponte das 3 Entradas - Maio de 2005)

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Monumentos - XV


foto de António Martins (Castelo de Montemor-o-Velho, Março de 2005)

Barroca (Carvalhal-Miúdo)

Situada na encosta de Carvalhal-Miúdo... vai confinar com outra que desce do Esporão.
Era neste local que os meus avós possuiam umas videiras que forneciam umas uvas brancas deliciosas (aquele tipo que na giria era conhecido por "colh.. de galo").
Por lá tinham dois pequenos terrenos e uma velha casa, com telhado, para onde, temporalmente, traziam o gado, que ali ficava uns tempos a transformar o mato em esterco para posteriormente ser utilizado no adubar das terras.
O solo daqueles pedaços de terra continha muita pedra, fraga, portanto não era bom para amanhar... lá existiam oliveiras e outras espécies de árvores, para além das aludidas videiras.
Apesar de tudo era uma zona controversa, pelo que tinha de mítico, era especial para a família. O meu avô, em final de vida, vendeu aqueles terrenos, o que veio consistir em enorme desgosto e frustração, pelo vazio que trouxe a sua perda, para a maior parte dos membros da família...

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Nélson Évora, campeão olímpico (Triplo Salto)

Pequim 2008 - Jogos Olímpicos...
Já temos um campeão olímpico, já temos uma medalha de ouro.
Nélson Évora, no triplo salto, saltou 17,67mts (ao seu 4º. ensaio) e sagrou-se campeão olímpico, ganhando, assim, o tão almejado ouro.
Acabou de dar a volta de honra ao estádio, levando consigo a bandeira lusa.
Parabéns campeão!!!
Obrigado por seres amigo do meu filho...


foto de Gonçalo Lobo Pinheiro (Nélson Évora, Taça da Europa, Grupo B da I Liga , Milão (Itália) - Junho de 2007)

Monumentos - XIV


foto de Hugo Mendonça (Monumento a José Nunes de Oliveira Santos, fundador dos Armazéns do Chiado (Lisboa), Barril de Alva - Maio de 2005)

António Rodrigues

Falamos, hoje, sobre mais um irmão do meu avô materno e da minha avó paterna... De todos os irmãos, talvez aquele que conseguiu acumular mais património, pelo menos à primeira vista.
Veio para Lisboa trabalhar para os "trapos" (termo com que, na giria, denominávamos o ramo comercial da venda de pronto-a-vestir e de alfaiataria. No tempo em que ele começou, o vender obra já feita, resumia-se a modelos e confecção um pouco inconsistentes), para empregado da firma Rodrigues & Rodrigues, na rua de S.Paulo.
Por Lisboa casou com a D. Ilda (que assim ficou a ser tia do meu pai, e dos outros sobrinhos... mais tarde, minha tia também) e desse matrimónio nasceram três seres do sexo feminino (Helena, Odete e Palmira, mais conhecida por "Bibi") e um do sexo masculino (Carlos).
Foi o tio António Rodrigues que foi buscar o meu pai às Ladeiras, sua terra de nascimento, e o trouxe para sua casa, em Lisboa, em 15 de Outubro de 1940, tinha ele dez anos. Desse modo veio recriar na sua mente o gosto pela actividade que exercia, que depois veio a ser a vida profissional do meu pai.
Chegou a ter quatro estabelecimentos ao mesmo tempo... aquele que foi o primeiro e se manteve até aos fim dos seus dias, na Calçada do Carmo (Confecções Acar), ao fundo dessa rua no seguimento para a Estação da CP, do Rossio, do lado esquerdo manteve, durante algum tempo, um pequeno Bar, e possuiu uma loja na Arruda-dos-Vinhos e outra em Alverca, dedicadas ao mesmo ramo de actividade da original, ambas com alfaiataria.
A sua residência era no mesmo prédio da loja da Calçada do Carmo. Teve algumas conotações com a vida boémia, onde algumas mulheres estiveram nesse desiderato... não sei se terá sido verdade, ou se terá sido manifestação da má língua e do desencanto.
Tinha uma casa em Capelas, perto de Torres Vedras, onde realizou grandes encontros de família, com belos almoços, amistosos e deslumbrantes... com muita alegria e são convívio. Tanto o meu padrinho como o meu avô, o referenciaram até ao fim de suas vidas.
Parece que neste momento ainda me soa ao ouvido o som da sua rouca voz...

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Monumentos - XIII


foto de Hugo Mendonça (Igreja Matriz ou de S.Bartolomeu, Aldeia das Dez - Maio de 2005)

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Monumentos - XII


foto de António Martins (Igreja de Santa Cruz, Coimbra - Dezembro de 2005)

Casimiro Martins (Esporão)

Foi um grande regionalista. Mentor e organizador da Comissão de Melhoramentos do Esporão, e com importante trabalho realizado em prol da sua aldeia. Trouxe a electricidade para o Esporão (foi um dos grandes impulsionadores para que ela, também, viesse para Carvalhal-Miúdo), mas esteve noutros melhoramentos para a sua aldeia, onde se destacam o lavadouro e a estrada que liga o seu centro à EN2. Faleceu num brutal acidente de viação quando regressava da sua aldeia, na zona da Asseiceira, fazem no próximo ano 4o anos, portanto ainda com muito para dar, mas isto são contingências da própria vida.
Em homenagem à pessoa que foi, e recordando-o, passo a transcrever um texto publicado no extinto Correio da Serra, boletim regionalista, propriedade da secção recreativa e desportiva da Comissão de Melhoramentos do Esporão, no seu nº. 2, do 1º trimestre de 1984, enaltecendo, também, essa desaparecida publicação...
"CASIMIRO MARTINS, O HOMEM QUE VIVEU E MORREU PELO REGIONALISMO"
"1969-1983, catorze anos se passaram sobre o dia em que um trágico acidente de viação ceifou a vida a Casimiro Martins.
Casimiro Martins fundador e sócio nº. 1 da Comissão de Melhoramentos do Esporão, onde durante catorze anos exerceu as funções de Presidente de Direcção, acumulando com outros cargos tais como membro do Conselho Fiscal e da Assembleia Geral. Casimiro Martins era ainda director da Casa do Concelho de Góis, da Liga de Melhoramentos da Folgosa da Madalena, da Associação dos Antigos Alunos da Escola Rodrigues Sampaio, do Grupo Desportivo do Comércio e Indústria, bem como Vice-Presidente da Direcção da Liga dos Amigos de Queluz.
Casimiro Martins nasceu para ser dirigente, estava-lhe na massa do sangue, o seu entusiasmo, a sua vontade de lutar e vencer era algo de contagiante, quem lhe tirasse o regionalismo tirava-lhe a alegria de viver.
Casimiro Martins, deu tudo o que tinha, inclusivé a própria vida, à terra que o viu nascer, o Esporão. Foi durante o mandato de Casimiro Martins que a Comissão de Melhoramentos conseguiu levar a efeito a sua maior obra de sempre, a electrificação da povoação, aquilo que muitos julgavam impossivel e que se tornou realidade; para se compreender a grandiosidade desta obra, basta observar quem em 1983 houve povoações do nosso concelho que inauguraram a luz eléctrica (o Esporão fê-lo em 1969) portanto há quinze anos e, numa obra totalmente custeada pela Comissão de Melhoramentos do Esporão.
Mas não foi só a electrificação, foi o lavadouro, a estrada que liga a povoação à Estrada Nacional (que já não chegou a ver a sua concretização, mas a ele se deve todo o processo), e outros pequenos melhoramentos que fizeram com que os moradores do Esporão muito lhe ficassem a dever.
Para Casimiro Martins as dificuldades não o faziam parar, o impossivel era palavra que não constava no seu dicionário, sempre com um sorriso passava obstáculo por obstáculo até atingir o objectivo final por ele proposto, quando os outros desistiam, ele continuava sózinho, tudo fazendo em prol da sua terra amada, o ESPORÃO.
Ao trazermos aqui hoje a figura de Casimiro Martins, quisemos prestar-lhe uma justa homenagem. Nós que não tivémos a oportunidade e o ensejo de com ele trabalhar, mas por tudo o que lemos e ouvimos, perante a imagem do que foi Casimiro Martins sentimo-nos muito pequeninos como regionalistas, mas são exemplos como este que nos fazem seguir em frente, e não desistir aos primeiros obstáculos. O exemplo de Casimiro Martins dá-nos mais força e vontade de trabalhar em prol desta terra que todos amamos... O ESPORÃO."
Com a devida vénia, aqui fica registada, para sempre, a nossa justíssima homenagem...

Monumentos - XI


foto de António Martins (Igreja Matriz, Tábua - Maio de 2005)

"Passeio por Carvalhal-Miúdo", no blog Aldeia do Esporão

"16 de Agosto de 2008... O dia amanhece chuvoso, uma surpresa... e que tal um passeio a pé?". Assim começa o post do blog Aldeia do Esporão, no passado dia 17.

Para ler o resto do post aceda aqui.

Para ver a reportagem fotográfica do passeio clique aqui.

Obrigado pela vossa visita...voltem sempre!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Aniversário do blogue "Terras do Esporão"

Porque é de elementar justiça, temos de fazer uma referência ao primeiro aniversário do blogue amigo e vizinho "Terras do Esporão". À pessoa do seu administrador , o Abílio, o meu singelo abraço de parabéns (foi o grande impulsionador para a existência deste blogue, pelo seu ânimo e pela sua palavra), extensivo aos restantes colaboradores.
Continuem com a força, qualidade e perseverança, até aqui manifestadas, que, concerteza, muitos mais aniversários serão comemorados.
Votos das maiores felicidades!!! Bem hajam!...
A administração do blogue "Notas de Carvalhal-Miúdo e Ladeiras de Góis"

Monumentos - X


Foto de Hugo Mendonça (Fontanário, Barril de Alva - Maio de 2005) - Pormenor interessante o da água saír de um barril...

Courela das Loisas

Em Carvalhal-Miúdo.
Esta parcela de terreno era a menina dos olhos dos meus avós. Situa-se por baixo da antiga eira, com palheiro de apoio, pertencente à casa da família Neves, que conflui com o caminho pedestre que nos levava ao rio Ceira.
Com uma extensão razoável, tendo por comparação as habituais áreas das terras amanhadas da região.
Dalí os meus avós extraiam milho, feijão, batata, uva (das videiras que ladeavam o terreno), azeitona (de algumas oliveiras que se encontravam nos seus limites), abóboras, entre outros produtos agrícolas.
Os meus avós cuidavam deste terreno com muito enlevo e nele trabalhavam imenso. Só na sua meia-idade lhes veio a pertencer (já anteriormente o amanhavam, mas como caseiros).
Foi das últimas courelas a deixarem de ser amanhadas...

Monumentos - IX


foto de António Martins (Igreja de São Tiago, Coimbra - Dezembro de 2005)

domingo, 17 de agosto de 2008

Monumentos - VIII


foto de António Martins (Igreja de S.Pedro, Lourosa - Maio de 2005)

P.S. - Esta igreja é um dos mais característicos templos da arquitectura peninsular do séc. X e único exemplar de basílica moçárabe existente em Portugal. Encontra-se a 9 km de Oliveira do Hospital. Foi construída entre 912 e 950.

Cabeço (Carvalhal-Miúdo)

Como o próprio nome faz entender, o Cabeço fica situado num ponto alto... local previligiado, donde se vislumbram belíssimas panorâmicas, onde o ar não falta.
Ali tinham os meus avós uma pequena courela, com algumas árvores de fruta (creio que pereiras) e umas videiras, que lhes forneciam uma uva branca maravilhosa (tinham umas outras de uma uva branca excepcional, mas num outro local, denominado Barroca, que numa oportunidade futura abordaremos).
Neste aprazível recanto existiam pedaços de terra plana e rija que servia de eira na função de secar diversos produtos agrícolas, tais como o milho e o feijão.
Também, noutros tempos, por ali se fizeram alguns bailes a toque de concertina, ferrinhos e guitarra.
Para aqueles lados, também era habitual levar-se muitas vezes o gado, a fim de degustarem a erva que por ali havia, e porque era fácil, naquele local, coordenar os movimentos dos animais com maior eficácia.

Outras terras... (Penacova)


foto de António Martins (Penacova, vista parcial - Março de 2006)