quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Outras terras... (Avô)


foto de António Martins (Avô, vista parcial, a partir da praia fluvial - Maio de 2005)

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O resineiro

"Resineiro engraçado, engraçado no falar. Eu hei-de ír à terra dele, se ele lá me quiser levar...", dizia (e diz) a cantiga da Tonicha, que começou a interpretar na década de 70.
Não me é fácil desenvolver um texto informativo sobre o teor e especificidade do trabalho do resineiro, porque não sou conhecedor (também o não sou, profundamente, sobre outras áreas laborais já afloradas, mas sempre há mais tópicos para serem desenvolvidos e mais pormenores memorizados), das tarefas que o mesmo impunha, mas vou tentar divulgar alguns passos de que me recordo.
A sua principal função era extraír a resina dos pinheiros, fazendo a sangria nos troncos dos mesmos (daqueles que, pela sua robustez e idade, já o permitiam), e colocando púcaros (pequenos vasos) de barro abaixo das mesmas, para onde escorreria a respectiva resina. Após o encher dos púcaros, eram substituídos por outros vazios... por vezes vezes era preciso fazer sangrar a árvore noutro local, para se continuar a obter resina do mesmo pinheiro.
Preparavam e exploravam a resina, que depois dos recipientes cheios era transposta para grandes bidons, a fim de ser negociada com os industriais das celuloses.
Fartavam-se de caminhar por essas serras fora, durante todo o dia (até ao pôr do sol), pelos mais diversos pinhais, de quem os donos tinham feito, com ele, acordo para o efeito.
Recordo-me de uma "patifaria" que em miúdo lhes faziamos... com aquelas fisgas "para os pássaros", tentávamos acertar naqueles vasinhos de barro, e quando lhes acertávamos (hoje concluo), lá se ía o acumular de muitos dias de trabalho. Isto há cada um!...

Outras terras... (Coimbra)


foto de Gonçalo Lobo Pinheiro (Coimbra, vista parcial - Março de 2005)

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Outras terras... (Arganil)


foto de António Martins (Arganil, vista geral, tirado do Mont'Alto - Setembro de 2004)

O porco... vizinho por um ano

Era assim... comprava-se o porco (ainda leitão) numa feira, ou num mercado qualquer, e ao longo do ano engordava-se, para nos meados do outono se proceder a sua matança...
Era instalado sempre muito perto da habitação do dono, por vezes por baixo da mesma (assim era com os meus avós), ou ao lado (mas haviam excepções), na denominada quintã. Era alimentado diariamente (daí a sua localização perto da casa, para se encontrar mais acessível), com restos vegetais diversos, farinhas, pedaços de abóbora (em miúdo, tinha o hábito de lançar abóboras inteiras para o animal comer, e a minha avó ficava sempre zangada... Que "tás" a fazer menino? Não deites comer para o suíno!... Ai o teu avô se vê o que "tás" a fazer, catrino!...) e outras iguarias.
Periodicamente a "cama" onde o porco se deitava, ou seja o mato por onde andava e fazia as suas necessidades fisiológicas, era substituído e reposto por outro novo, apanhado para o efeito.
A comida era colocada numa maceira em pedra... cada "curral" tinha duas, uma para os sólidos outra para os líquidos, a água (muitas destas peças são hoje aproveitadas, após limpas e preparadas, para serem colocadas em muitas casas rústicas, para servirem de lavatórios).
O tempo passava, e chegados ao mês de Novembro (normalmente), procedia-se à sua matança...
Em Carvalhal-Miúdo, os meus avós, chamavam muitas vezes o sr. António, do Esporão, para a fazer (existiam outras pessoas, habilitadas para esse procedimento), mas teria de ter o auxílio de mais dois ou três homens, para segurar o animal, que por aquela altura era já de grande porte e com poder físico substancial.
Após à matança, o porco era estendido numa mesa, elaborada para a situação, e era chamuscado, para se queimarem todos os seus pelos. Posteriormente era pendurado e aberto para se lhe extrairem os diversos tipos de carne. Uns íam para a salgadeira, para serem consumidos durante o ano, outras para o fumeiro (caso dos presuntos)... aqui ficavam, também, os enchidos, mas neste caso teria de haver uma preparação mais elaborada (lavagem das tripas, colocação no seu interior da carne adequada, em conjunto com alguma parte mais gorda, respectivo têmpero e após serem cosidas, com linha especial, iriam passar pelo percurso necessário até poderem ficar penduradas no fumeiro).
O dia da matança do porco, era um dia de festa nas aldeias. O dono do animal convidava muita gente, a família comparecia... da carne retalhada, alguma era frita e comida nesse dia (a torresmada fresca, era belíssima), a cabeça do animal (a cachola ou cacholeira), no dia seguinte. Enfim, eram dias muito especiais estes, os da matança do suíno...

domingo, 3 de agosto de 2008

Outras terras... (Goulinho)


foto de António Martins (Goulinho, vista parcial, que esteve em festa este fim-de-semana - Setembro de 2004)

Retalhos da vida e do pão...

"Casa onde não há pão, todos ralham ninguém tem razão...", diz o provérbio.
Antigamente, no tempo dos nossos avós, bisavós, trisavós, tetravós... o pão era base intrínseca de uma refeição, se não fosse ela própria. Era confeccionado nos próprios lugares, pelas próprias famílias, nos fornos a lenha (às vezes tinha-se um forno, para o efeito, outras recorria-se ao forno do vizinho, ou de um aldeão com que se tivesse mais confiança), era a broa, feita à base de farinha de milho.
A broa foi suporte integrante da alimentação regular de muita gente... contam os meus pais que, enquanto miúdos, uma fatia de broa com uma sardinha, retalhada por 3 ou 4, era sinónimo de um almoço (isto se não existissem mais filhos no seio de uma família).
Haviam muitas dificuldades por estas serras... e as pessoas tudo tentavam trazer dos campos para casa, com o amanhar das suas terras e mediante as espécies de sementeiras escolhidas... a batata, o feijão, as couves, etc.. Muitas vezes trabalhavam a dias para os proprietários mais abastados e o pagamento, desse labor, era feito em géneros alimentares...
Eram tempos muito difíceis, inimagináveis para a juventude de hoje em dia, mesmo tendo em conta que muitos vão sobrevivendo com dificuldades, principalmente nos grandes centros urbanos. Mas, mesmo aí, existem entidades associativas e estatais, vulgo banco alimentar contra a fome, "sopa dos pobres"... e lá se vão alimentando, embora possam dormir ao relento e desabrigadamente (mas isso são outras histórias...).
Nas décadas de 70 e 80, o padeiro começa a ír às povoações aldeãs, para fazer a sua venda... outro tipo de pão surge regularmente à mesa dos lares das nossas aldeias... o pão de trigo, o pão de mistura, entre outros.
Quando as populações, em determinados lugares começavam a rarear (Carvalhal-Miúdo é disso, infelizmente, um exemplo), os bens alimentares vêm ter com elas. Para os meus avós, já na terceira idade, foi bom, pois deixaram de ter necessidade de palmilhar quilómetros em busca do alimento base. A broa é que foi desaparecendo destas mesas, pelo menos "aquela broa!..."

Outras terras... (Piódão)


foto de António Martins (Piódão, vista geral - Setembro de 2004)

sábado, 2 de agosto de 2008

(In)consequências e (in)contingências...

Qual mágoa, qual
inerência?...
Qual virtude, qual
imensidão?...
jamais negarei a
insapiência,
ou ultrajarei a
insatisfação!...
Não vos quero
boquiabertos,
nem com espasmos
de sonolência.
Nunca de ouro
cobertos...
se não gostardes
paciência!...
Não sou matéria
espectante,
nem um soberbo
historiador!...
Só quero levar
por diante...
este percurso de
contador!...
De contos
mirabolantes,
ou relato do
quotidiano...
Já nada é como
dantes!...
Como será daqui
a um ano?...
Sonhador de muitas
maneiras,
de um sentir
já graúdo...
passo um olho
pelas Ladeiras,
e o outro por
Carvalhal-Miúdo.
Neste caminho
aqui à mão,
desenvolvido
na "net"...
não vou esquecer
o Esporão,
e outras(os) mais
dezassete!...

Por António Martins (hoje...)

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Comissão de Melhoramentos de Ladeiras em assembleia, na casa de convívio

Está agendada para o próximo dia 9 de Agosto, pelas 17 horas, a assembleia geral da Comissão de Melhoramentos, na casa de convívio, nas Ladeiras.

Da ordem de trabalhos constam os seguintes itens:

- Apreciação e votação do relatório de contas da direcção;
- Parecer do conselho fiscal, referente ao ano de 2007;
- Tratamento e avaliação de diversos assuntos do interesse local.

foto de Gonçalo Lobo Pinheiro (Casa de Convívio - Ladeiras, Julho de 2008)

Mina de água do Carvalhal-Miúdo

Segundo dados do INSAAR (Inventário Nacional de Sistemas de Abastecimento de Água e de Águas Residuais), na mina de água do Carvalhal-Miúdo, em cuja captação de água começou a partir de 1960, registada com o código 14010911, as águas são de origem subterrânea, o tipo de adução é gravítica e o tipo de captação é feito em galeria de mina.
Esta mina está localizada, naturalmente, no concelho e freguesia de Góis, e insere-se na Bacia Hidrográfica do Mondego e na Unidade Hidrogeológica do Maciço Antigo.
Fica a cargo da Câmara Municipal de Góis a sua gerência, estando actualmente em funcionamento e servindo, segundo os dados do INSAAR de 2006, entre 1 a 30 pessoas, conforme a altura do ano.
O volume de água anual captado estima-se em 58,80 m3.

Mais informações consulte o site do INSAAR.

Jogos de verão de 1987, organizados pelas Ladeiras


fotos de Adriano Filipe, gentilmente cedidas (em cima, o avô Luís tem ao colo a neta Inês que ganhou um troféu, o pai "baboso" observa; ao lado, a entrega do troféu ao concorrente mais idoso)

terça-feira, 29 de julho de 2008

Os cantoneiros

Eram indivíduos, funcionários públicos, que tinham por função manter as estradas nas melhores condições possíveis. Tapavam buracos, limpavam as bermas, pintavam os marcos de sinalização e quilometragem... no inverno colocavam areia sobre o gelo, que se formava nas curvas onde menos penetrava o sol, a fim de tentar evitar a existência de despistes.
Estabeleciam-se grupos específicos, de cantoneiros, para uma determinada secção de uma precisa estrada, pela qual eram responsáveis na sua limpeza, conservação e necessária reparação.
Tinham uma roupagem singular... chapéu de abas semi-largas, arredondado no topo, vestimenta tons cinza azeitonada e/ou acastanhada e botas de ensebar.
Recordo o sr. Manuel Fernandes, de Cimo de Alvém (onde residia), cabo dos cantoneiros, e o seu respectivo grupo. Muitas vezes faziam paragem na taberna do meu avô, para descansar um pouco e beber qualquer coisa.
Normalmente trabalhavam em grupo de dois ou três elementos, às vezes quatro.
A sua actividade era coordenada pela Junta Autónoma das Estradas, que possuía as denominadas casas dos cantoneiros, que serviam para dar guarida aos mesmos, e de armazém para as suas ferramentas e demais utensílios necessários ao seu labor.
Existia uma casa dos cantoneiros na Póvoa (Cerdeira), onde chegou a morar um outro cantoneiro de igual nome, ou seja Manuel (esta casa era utilizada por um outro grupo), que mais tarde casou no Esporão e por lá acentou residência...
Apesar das imensas críticas que lhes eram dirigidas, questionando o seu esforço e a capacidade no desempenho do seu trabalho... temos de concretizar que não era nada fácil, andar ao sol e ao frio (conforme a época do ano), naquele serviço.

foto de Gonçalo Lobo Pinheiro (EN2 - Entrada para Carvalhal-Miúdo, Julho de 2008)

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Festa das Ladeiras (rescaldo)

Como decorreram as festas das Ladeiras de Góis (dias 25, 26 e 27 ), na palavra do presidente da Comissão de Melhoramentos, Luís António Rodrigues Martins (pelo telefone)...

Apesar do primeiro dia ter sido assolado pela chuva, que chegou a tombar com alguma abundância, a opinião final é de regozijo...


Dia 25

N.C.L.G.- (Por volta da meia-noite) Então que tal correu o dia hoje?

L.A.R.M. - Foi fraco, pois teve sempre a chover... ainda apareceram algumas pessoas, mas ao iniciar-se a participação do conjunto começou a chuver abundantemente, e foi a debandada geral. Isto acabou muito cedo. Tivémos esta infelicidade. É azar. Vamos ver amanhã!...


Dia 26

N.C.L.G. - E hoje? O tempo está melhor? As coisas estão de feição?

L.A.R.M. - Sim, hoje está tudo muito melhor. O tempo está bom, veio bastante gente. Está tudo a divertir-se...

(Há a salientar a presença do meu primo Luís Cunha Martins, que já há alguns anos não ía às Ladeiras).


Dia 27

N.C.L.G. - (Pergunta feita dia 28) Que é que tem a dizer sobre o final da festa?

L.A.R.M. - Os últimos dois dias foram mesmo bons. No sábado foi grande o divertimento e o baile durou até às 3 e tal da madrugada. Os jogos tradicionais também correram bem. Ontem houve grande afluência de pessoas, participaram cerca de 60 no almoço, onde saliento o bacalhau e as migas da serra com entrecosto, mas estava tudo bom... foi só elogios!... Distribuiram-se os troféus dos jogos e o baile terminou por volta das 23h. Pena foi o primeiro dia... mas o saldo pode considerar-se positivo.

Para o ano há mais!...

N.C.L.G. - Certo. Votos de boas férias!...

sexta-feira, 25 de julho de 2008

As alcunhas

A alcunha poderá ser um factor de riqueza, muitas vezes de humanismo, pois pode definir uma força de acção, um procedimento repetido, uma maneira de estar, uma atitude constante ou uma simples tomada de posição. Será o resultado da análise de determinado colectivo que vê e observa, regularmente, cada indivíduo que é alcunhado (é óbvio, que muitas pessoas são alcunhadas depreciativamente).
Estas referências têm, muitas vezes, mais conteúdo e representatividade que o próprio nome da pessoa.
Muitos seres humanos ficam conhecidos para a posteridade pela alcunha que, um dia, lhe foi atribuída. Não temos de ficar melindrados porque os nossos entes queridos, já desaparecidos, são relembrados pela sua alcunha. Por exemplo, o meu bisavô (paterno e materno) era conhecido pelo "Cantata", porque cantava às raparigas (o que hoje se denomina dar piropos), contava-lhes estórias e anedotas para as fazer sorrir, o meu avô materno era o "dr. Canoilo", porque gostava de se apresentar bem vestido, aprumado de costas direitas, quando na presença do sexo feminino (era muito bonito, com uns olhos doces...) e o meu avô paterno era cognomizado pelo "Camarão", pelo seu aspecto forte e de altura exemplar (na década de trinta estava na berra um pugilista, o melhor português de todos os tempos, José Santa, conhecido pelo "Santa Camarão", e o meu avô, pelo seu perfil, foi com ele conotado. Santa Camarão foi recentemente condecorado, a título postumo, pelo Estado Português e tem uma estátua em Ovar, no Largo Santa Camarão, em frente à casa onde morou). Por ser comparado ao Santa Camarão, é para mim, motivo de orgulho, pois o "boxeur" era uma pessoa de uma sensabilidade muito grande, sempre pronto a auxiliar o seu semelhante.
Mas isto das alcunhas já vem de há milhares de anos, os reis de Portugal têm todos um cognome (que não é mais que uma alcunha). D. Afonso I, muitos não sabem quem era, retirou-se o número romano para colocar o nome Henriques, na perspectiva de diferenciar o fundador de Portugal... mas se falarmos no "Conquistador" o leque de conhecedores do rei será aumentado, em largo número.
Assim é (e foi) no Serviço Militar, muitos companheiros são reconhecidos, através dos tempos, pela sua alcunha e/ou pelo seu número de militar.
Na política... Mário Soares é muitas vezes referenciado pelo "bochechas".
Robin dos Bosques (Robin Hood) ou Zé do Telhado (o português), que roubavam aos ricos para dar aos pobres...
Se falarmos em Sebastião José de Carvalho e Melo, muitos desconhecerão quem foi, mas se fizer referência ao seu título "Marquês de Pombal", já quase toda a gente o reconhecerá...
E tantos outros, os grandes guerreiros da História, os jogadores de futebol, os actores, os nossos colegas de trabalho...
Imensas pessoas das nossas aldeias, foram conotadas com uma alcunha, e hoje se falarmos sobre elas, com as novas gerações, referindo os seus nomes (José, João ou Manuel), ficam na dúvida de quem eram, mas se aflorarmos a sua alcunha (seja X, Y ou Z), logo são relembradas e reconhecidas.
A alcunha dá ao indivíduo a força de um estigma, muito para além da sua vida terrena, da vida dos seus filhos, ou dos seus netos...
E neste período contemporâneo, ganhou muita força nas escolas, marcando os alcunhados para o reconhecimento na sua existência. O meu filho é o "pastel" (por ser do Belenenses).
Eu recordo os tempos de escola, de uma forma sentimentalista e carinhosa, quase diariamente... e as alcunhas que foram apostas aos mais diversos colegas, mais os trazem à memória, no contexto universal da própria família escolar...
"Vilas", "Seixal", "Bucelas", "Cagalhão", "Pescada", "Pintassilgo", "Toi", "Faról", "Calmeirão", "Poeta", "Cuspidelas", "Sopas", "Banana", "Monas", "Faísca", "Beethoven", "Lagarto" entre tantas, e tantas, outras... eu era o "Cebolas" (para as meninas o "Cebolinhas")...

Góis na 1ª. Divisão Distrital da A.F.Coimbra


A Associação Educativa e Recreativa de Góis irá disputar a Série A da 1ª. Divisão Distrital da Associação de Futebol de Coimbra, na presente época futebolistica, 2008/2009, competindo com os seguintes clubes:

- A. D. Lagares da Beira, U. C. Eirense, C. O. J. A., A. D. C. S. Pedro de Alva, Mocidade F. C., G. D. Pampilhosense, C. R. A. D. Lamas, Travanca de Lagos, G. D. "Os Idosos", Académica/S. F. e G. D. Arouce-Praia.

A prova terá o seu início a 21 de Setembro.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Uma curiosidade...

Acerca da toponímica das aldeias Carvalhal-Miúdo e Carvalhal do Sapo.

"(...) O Carvalhal recebeu o seu nome por causa das muitas carvalhas que costumavam crescer nesta área. A aldeia é oficialmente conhecida por Carvalhal do Sapo, já que no concelho existe uma outra aldeia com o nome de Carvalhal Miúdo. Para distinguir as duas, a Câmara Municipal de Góis acrescentou ‘do Sapo’ em referência ao rio que passa por baixo da aldeia. Os habitantes, como foi-nos dito, tinham preferido a designação ‘Carvalhal do São João’ segundo o seu Santo Padroeiro. No censo da região de Góis do ano 1527 são ambos os ‘Carvalhal’ mencionados. O actual Carvalhal do Sapo tinha nesta altura 5 fogos. Assim estas duas aldeias coexistiram durante séculos (...)"

in Góis Property

fotos retiradas do site Góis Property (1ª imagem mostra parte de Carvalhal-Miúdo e a 2ª imagem mostra a aldeia do Carvalhal do Sapo)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Carvalhal-Miúdo...uma aldeia na Serra da Lousã


foto de Gonçalo Lobo Pinheiro (Carvalhal-Miúdo, vista de Cortecega - Julho de 2008)

terça-feira, 22 de julho de 2008

Guilherme Santa Cruz

Natural de Cortecega. Veio a ser meu tio após desposar, em Carvalhal-Miúdo, a minha tia, de sangue, Arminda (retornando, com ela, para a sua aldeia de nascimento, após matrimónio). Desse casamento nasceram três filhos, Vítor (já falecido), Zulmira e Paulo. Trabalhador incansável, trazia as suas courelas num primor. Gostava de receber em sua casa, de forma humilde, mas sempre muito bem...era um puro e verdadeiro amigo!...
Chegou a vir para Lisboa na busca de uma vida melhor, mas não se deu bem... regressou às origens. Há episódios engraçados na sua passagem pela capital... como o de levar sopa, na lancheira, para o trabalho, sempre com o braço em movimento, chegando ao destino com o caldo todo entornado... Contam meus pais, que uma bela tarde decidiram ír a uma uma cervejaria para lhe proporcionarem a possibilidade de provar uns camarões... "compadre!... gafanhotos não!... ná, não quero!..."
Era um homem de um grande, grande coração... Lembro no fim das férias, quando íamos regressar, lá vinha ele despedir-se de nós, com uma saca de batatas às costas (vindo a pé, com a família, de Cortecega) para levarmos para Lisboa.
Aquela humildade tinha uma força incontrolavelmente boa... Quando, em certo momento da vida, meu pai passou por algumas dificuldades financeiras, foi das poucas pessoas que lhe ofereceu auxílio... "compadre, veja lá, se precisa de algum dinheiro?!... Tenho isto! Está à vontade!..."
Tinha aquele problema com o álcool... mas a vida não é perfeita!... E cada um de nós tem o seu destino!...
Tio, hei-de recordá-lo para a minha existência, com aquela saudade, que esteja onde estiver saberá perceber qual é!... Dê um abraço meu ao Vítor!... Até Lá!....
"Ta t'eu pa!..."


foto de António Martins (Cortecega, vista de Carvalhal-Miúdo, Setembro de 2007)

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Adeus, Carvalhal-Miúdo...até um dia destes!

Chegaram ao fim alguns dias de férias retemperadoras, com passagens por Cardigos (uma vila simpática, terra dos pais da minha namorada), Vila de Rei (com o seu marco geodésico onde se localiza o centro do país), Sertã (com os seus belos maranhos), Proença-a-Nova (onde encontrei praias fluviais de excelência), Piodão (linda como sempre, mas atenção ao abuso no negócio de turismo), Fraga da Pena (queda de água cristalina e fria, situada num local paradisíaco, no concelho de Arganil), Lousã (onde me banhei na Sra. da Piedade), Vila Nova de Poiares (que bela Chanfana!!!), Góis (Carvalhal-Miúdo, Ladeiras, Esporão, Cabreira - imperdível uma visita à praia fluvial do Lagar de Azeite -, Pena, Caselhos - onde houve um belo festejo, embora pouco concorrido), Mora (com as suas maravilhosas migas de espargos e uma inevitável visita ao Fluviário - que recomendo),... acabando em Vila Nova de Milfontes (onde tive oportunidade de fazer alguns dias de praia e visitar a FACECO, em São Teotónio).


foto de Gonçalo Lobo Pinheiro (Despedida de Carvalhal-Miúdo rumo ao Sul, Julho de 2008)